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União Europeia mantém avaliação positiva à vacina AstraZeneca/Oxford

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De  Francisco Marques
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EMA reassegura uso "seguro e eficaz" da vacina da AstraZeneca/Oxford
EMA reassegura uso "seguro e eficaz" da vacina da AstraZeneca/Oxford   -   Direitos de autor  AP Photo/Alvaro Barrientos, Arquivo
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Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla inglesa), o regulador oficial da União Europeia, reconfirmou a avaliação positiva ao uso da vacina da AstraZeneca no plano de imunização europeu contra a Covid-19.

No comunicado final sobre as conclusões da avaliação de segurança à Vaxzevria, a vacina desenvolvida pela farmacêutica sueca AstraZeneca em parceria com a universidade britânica de Oxford, o Comité de Avaliação de Risco em Farmacovigilância (PRAC, na sigla em inglês) concordou que a avaliação de risco-benefício no uso da vacina é positivo e por isso recomenda que se mantenha a proposta da AstraZeneca/Oxford no plano de imunização dos Estados-membros da União Europeia (UE).

Embora não tenham encontrado provas de que exista uma relação causa-efeito na formação de coágulos sanguíneos, a EMA e o PRAC admitem a possibilidade de uma ligação entre a vacina da AstraZeneca e a rara formação de coágulos em pessoas vacinadas. As duas entidades recomendam que estes "raros efeitos secundários" sejam listados como "possíveis".

"É importante que tanto as pessoas vacinadas e os profissionais de saúde estejam a par dos sinais e dos sintomas destes raros distúrbios de coágulos no sangue para rapidamente os identificarem e minimizarem os riscos", disse Emma Cooke, a diretora-executiva da EMA.

Sintomas a ter em atenção após a vacinação

  • Dificuldades respiratórias;
  • Dores no peito;
  • Inchaço nas pernas;
  • Dores abdominais persistentes;
  • Sintomas neurológicos, incluindo dores de cabeça severas e persistentes ou visão enevoada;
  • Pequenos sinais sanguíneos sob a pele afastados da zona do corpo de toma da vacina.

  • Fonte:Agência Europeia de Medicamentos

A desconfiança sobre a vacina da farmacêutica sueca tem vindo a crescer há meses e alguns países chegaram a retira-la dos planos de imunização ou a suspende-la para certas faixas etárias ou grupos de comorbidades, mas a investigação do PRAC não encontrou provas de qualquer ligação causa-efeito entre a vacina e a rara formação de coágulos em vacinados além da coincidência destes casos e da vacina no espaço de duas semanas, não fechando a porta a uma possível causa-efeito similar ao ocorrido em pacientes tratados com heparina.

O PRAC "notou que os coágulos de sangue ocorrem em veias no cérebro (trombose venosa cerebral, TVC), no abdómen (trombose venosa esplâncnica, TVE) e em artérias, juntamente com níveis reduzidos de plaquetas no sangue e por vezes sangramento".

"O Comité realizou um estudo aprofundado de 62 casos de trombose do seio venoso cerebral e 24 casos de trombose da veia esplênica relatados no arquivo de segurança médica da UE (EudraVigilance) até 22 de março de 2021, dos quais 18 foram fatais. Os acessos eram oriundos na maioria de sistemas de alerta espontâneos do Espaço Económico Europeu e do Reno Unido, onde cerca de 25 milhões de pessoas receberam a vacina", lê-se no comunicado da EMA.

Em atrito em muitos outros assuntos, o Reino Unido revelou esta quarta-feira estar em sintonia com a União Europeia na defesa da Vaxzevria.

Membro da EMA alimenta controvérsia

Na segunda-feira, o chefe de Estratégia de Vacinação, Marco Cavaleri, afirmou ao jornal italiano "Il Messaggero" que "existe uma ligação à vacina" dos casos de coágulos que tem sido reportados, alguns fatais para pessoas vacinadas com a Vaxzevria e perspetivava que "esta semana" começariam a ser divulgados "dados preliminares" da investigação em curso.

Na mesma entrevista, citada pela agência italiana Ansa, Cavaleri disse também ser apenas "cada vez mais difícil afirmar que não existe relação causa-efeito entre a vacinação com AstraZeneca e os casos muito raros de coágulos de sangue invulgares associados a um baixo número de plaquetas", distanciando-se de uma eventual confirmação da alegada ligação entre vacina e a rara formação de coágulos.

Pouco depois desta entrevista ter sido divulgada, a EMA emitiu um comunicado, citado pela agência France Press, garantindo não ter "ainda uma conclusão", o que reiterou na conferência de imprensa desta terça-feira, na qual abriu apenas a porta de uma "possível" ligação e recomendou "listar" os "raros coágulos de sangue com reduzida presença de plaquetas" como "um "muito raro efeito secundário da Vaxzevria".

Outras fontes • Agência Europeia de Medicamentos (EMA)