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Bruxelas pede união dos 27 face à vacina da AstraZeneca

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De  Bruno Sousa
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AstraZeneca
AstraZeneca   -   Direitos de autor  Alvaro Barrientos/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved
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A história da vacina contra a covid-19 fabricada pela AstraZeneca está marcada por vários avanços e recuos. Se numa fase inicial, não era recomendada para a população mais idosa, agora são vários os países, entre os quais Portugal, que só a recomendam precisamente a essa faixa etária. Bruxelas garante que o medicamento é seguro para todos e que continuará a ser usado mas apela à união dos 27.

Stefan De Keersmaecker refere que foi pedido "aos Estados-membros para designarem especialistas para trabalhar com a Agência Europeia do Medicamento no desenvolvimento de uma abordagem comum na União Europeia". O porta-voz da Comissão Europeia acrescentou que "o contrato com a AstraZeneca está em vigor. Esperamos por parte da empresa, como já dissemos várias vezes, a entrega de um número suficiente de doses dentro dos prazos previstos."

E se Portugal se ficou por uma simples recomendação das autoridades de saúde para a população com mais de 60 anos, não faltam exemplos de países que traçaram efetivamente limites etários. No Reino Unido, a vacina da AstraZeneca não é administrada a menores de 30 anos, França e Bélgica traçaram o limite nos 55, Alemanha e Itália nos 60 e Suécia e Finlândia nos 65.

Todo o cuidado é pouco mas a Agência Europeia do Medicamento sublinha que a formação de coágulos é um fenómeno raro. Em Portugal apenas se registaram dois casos de tromboembolismo, só um deles associado à vacina da AstraZeneca, não havendo nenhuma morte a lamentar.