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América Latina com mais casos de covid-19

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América Latina com mais casos de covid-19
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No Brasil, os cemitérios não param. Trabalham 24 horas por dia para dar resposta ao aumento de óbitos causado pelo coronavírus. Esta semana, o país registou o recorde de 4.195 mortes diárias relacionadas com a covid-19, mas os números não demovem Jair Bolsonaro.

O presidente brasileiro criticou, esta quarta-feira, as restrições sanitárias, alegando que os efeitos na economia seriam piores que os do próprio vírus.

Num discurso no município de Chapecó, no sul do país, o chefe de Estado reafirmou que "não vai ter lockdown nacional". Em resposta a um possível apoio militar ao confinamento promovido por alguns governadores, Bolsonaro garantiu ainda que "exército brasileiro não vai à rua para manter o povo dentro de casa".

Depois de identificadas as estirpes brasileiras P1 e P2, mais contagiosas, esta quarta-feira, uma equipa de investigadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do grupo privado de análises e diagnósticos Hermes Pardini anunciou ter detetado aquela que pode vir a ser mais uma variante.

Argentina e Chile reforçam medidas sanitárias

Também a Argentina está a assistir a um aumento de casos covid-19. Entre eles, o do presidente Alberto Fernández, que anunciou estar infetado dias após ter tomado a vacina.

Com mais de dois milhões e meio de pessoas contaminadas desde o início da pandemia e acima dos 22 mil casos registados esta quarta-feira, o país prepara-se para um recolher obrigatório nas próximas três semanas.

O esforço, assegurou a ministra argentina da Saúde, Carla Vizzotti, "é para proteger a população que está mais em risco de complicações e morte".

A América Latina está a assistir a um novo aumento de contágios de covid-19.

Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde, revelou que "na semana passada, tivemos mais de 1,3 milhões de novos casos na região e mais de 37 mil mortes" e que "mais de metade de todas as mortes globais relatadas durante a última semana foram nas Américas".

No Chile, quase metade da população já tomou pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19. No entanto, os números de infetados não param de aumentar e o país vai mesmo regressar ao confinamento.

O fenómeno é explicado pelas autoridades sanitárias com a excessiva confiança da população nas vacinas e à falta de controlo nas fronteiras, quando o contágio é ainda possível.