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Variante brasileira da Covid-19 causa estragos além-fronteiras

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De  Bruno Sousa
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Hospital Municipal de São João de Meriti, Rio de Janeiro
Hospital Municipal de São João de Meriti, Rio de Janeiro   -   Direitos de autor  Felipe Dana/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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A cidade de Whistler, no Canadá, tornou-se no epicentro da variante de Manaus da Covid-19 fora do Brasil. A província da Colúmbia Britânica, onde se encontra a pequena cidade, já registou perto de novecentos casos da estirpe brasileira e as autoridades acreditam que cerca de um quarto teve origem na estância de esqui, onde se registou um surto, ainda por explicar, de 84 pessoas infetadas.

Considerada uma mutação mais contagiosa e mais perigosa para os jovens, a variante P1 caracteriza-se ainda pela capacidade para reinfetar pessoas que já recuperaram da doença.

No Brasil, estima-se que mais de 90% das novas infeções sejam provocadas pela P1. O país bateu um novo recorde de mortes diárias na semana passada, com 4247 óbitos na quinta-feira, mas teme-se que venham a ser ultrapassadas as cinco mil mortes por dia, não só devido à propagação da nova estirpe, mas também devido ao colapso do sistema de saúde.

A situação é grave, ainda assim há quem saia para a rua para se insurgir contra as medidas de restrição. Brasília foi palco da Marcha da Família Cristã pela Liberdade, convocada para protestar contra a decisão da justiça de autorizar a proibição de celebrações religiosas como forma de travar a pandemia. Na prática, tratou-se de uma manifestação contra o comunismo e de apoio a Jair Bolsonaro.

Editor de vídeo • Bruno Sousa