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Plataforma digital vai recolher opiniões sobre a Europa

Plataforma digital vai recolher opiniões sobre a Europa
Direitos de autor  Eric VIDAL/ European Union 2021 - Source : EP
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A plataforma digital da Conferência sobre o Futuro da Europa já está disponível nas 24 línguas oficiais da União Europeia.

Os cidadãos são convidados a partilharem as suas opiniões e sugestões sobre o funcionamento do bloco, de modo a inspirarem futuras reformas e prioridades políticas.

"Todas as opiniões sobre a União, mesmo que sejam céticas - espero que não sejam muitas, mas é só uma visão pessoal - como todas as outras poderão ser expressas. A grande novidade desta plataforma será que essas diferentes ideias poderão ser objeto de debate na plataforma e que todas as pessoas podem participar desses debates. Não haverá apenas um debate, mas vários, talvez centenas a decorrerem ao mesmo tempo", disse Guy Verhofstadt, eurodeputado liberal belga que faz parte da Comissão Executiva, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

“Saúde, alterações climáticas, empregos de qualidade e duradouros numa economia cada vez mais digital, estado das nossas sociedades democráticas: convidamos os europeus a pronunciarem-se sobre a Europa em que querem viver. Com esta plataforma de cidadãos, damos a todos a oportunidade de contribuírem para moldar o futuro da Europa e de interagirem com outras pessoas de toda a Europa”, declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Da parte das instituições, tenho a impressão de que estão a tentar garantir que o exercício não seja muito diruptivo e que se regresse logo a seguir à lógica tradicional de negociação política.
Olivier Costa
Professor de Estudos Políticos, College of Europe

Ouvir para ficar tudo... igual?

Parlamento, Comissão e Conselho europeus estão envolvidos na organização e prometem levar em conta as sugestões dos cidadãos para adaptarem a União às exigências do futuro. Mas estarão preparados para aceitarem o que vão ouvir?

“Do lado das instituições, tenho a impressão de que existe o receio de que esta conferência resulte numa proposta de reforma fundamental dos tratados. Se tiver de ser feita essa reforma, poderá haver instituições que vão ganhar ou perder poder. Da parte das instituições, tenho a impressão de que estão a tentar garantir que o exercício não seja muito diruptivo e que se regresse logo a seguir à lógica tradicional de negociação política", explicou Olivier Costa, professor de Estudos Políticos no College of Europe, em entrevista à euronews.

Lançada com um ano de atraso por causa de Covid-19, a conferência tem um calendário curto de atividades.

As conclusões retiradas dos debates, na Internet e em algumas reuniões presenciais em todos os Estados-membros se a pandemia o permitir, serão apresentadas dentro de um ano.