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Grupo rebelde da República Centro-Africana na via da paz

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Luanda
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A oposição armada da República Centro-Africana (RCA) concordou com um cessar-fogo e com a integração no processo de desarmamento e reintegração, liderado pelo presidente Archange Touadéra, conforme as disposições previstas no Acordo de Cartum.

Os chefes de Estado de Angola, Ruanda, do Congo e da República Centro-Africana analisaram esta terça-feira, em Luanda a situação política e de segurança na RCA.

Durante a minicimeira que decorreu à porta fechada, os chefes de Estado saudaram a recente resolução 2566 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que aprovou um incremento de mais 2.750 militares, para reforçar o contingente já existente na RCA.

João Lourenço abriu a sua intervenção pedindo aos presentes um minuto de silêncio em homenagem ao presidente do Chade, morto esta terça feira, e voltou a apelar à comunidade internacional para juntar-se aos esforços de pacificação da região dos Grandes Lagos.

Segundo o presidente de Angola, “é importante que doravante todos os actores, tendo à cabeça o presidente Archange Touaderá, com o apoio da CIRGL, da CEEAC, da União Africana, trabalhem em sintonia no estabelecimento de um roteiro claro, que esteja enquadrado no espírito das Resoluções das Nações Unidas e garanta o diálogo e a concertação permanentes com os actores políticos e a sociedade civil, no intuito de se dinamizar o acordo de Cartum".

"Diligências devem ser feitas junto dos países membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a favor do levantamento definitivo do embargo de armas, que impende ainda sobre a Republica Centro-Africana”, concluiu João Lourenço.

A notícia da morte do presidente do Chade, Idriss Déby, inicialmente também convidado para integrar a minicimeira, abalou os presentes. O ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, relembrou o importante papel da do presidente da República do Chade na pacificação da região, acrescentando que Déby foi um ator muito importante para estabilizar as regiões em conflito em todo continente.

A morte do presidente do Chade Idriss Déby, esta terça feira, poderá agravar a situação de instabilidade na região dos Grandes Lagos, afirmam os analistas. O Chade é tido como um dos atores principais na luta ativa contra os rebeldes na região, pelo envio recorrente de militares para pacificação das zonas em conflitos.