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Ex-membros das Brigadas Vermelhas italianas detidos em França

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Ex-membros das Brigadas Vermelhas italianas detidos em França
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Foram detidos, esta quarta-feira, em França sete antigos membros das Brigadas Vermelhas italianas. De acordo com um comunicado do Governo gaulês, a detenção ocorreu a pedido do Governo italiano. Os sete indivíduos foram condenados em Itália por atos de terrorismo cometidos nas décadas de 70 e 80 do século passado.

Outros três ex-elementos das Brigadas Vermelhas italianas são procurados em França. No total, o Executivo de Mario Draghi pediu a detenção e extradição de 10 pessoas.

Judicialmente, a operação enquadra-se na chamada "Doutrina Miterrand", que leva o nome do antigo presidente socialista gaulês, François Miterrand, que concedeu asilo político em França aos membros das Brigadas Vermelhas italianas que não cometeram crimes de sangue.

O Palácio do Eliseu sublinhou que este é o resultado "de um importante trabalho bilateral" que se prolongou durante meses. A decisão de transmitir à justiça francesa o pedido do Executivo de Roma, que inicialmente dizia respeito a 200 pessoas, foi tomada diretamente pelo presidente gaulês Emmanuel Macron.

A Justiça francesa deve pronunciar-se, nos próximos dias, sobre a extradição ou a libertação sob supervisão judicial.

Em Itália, o primeiro-ministro expressou satisfação perante a detenção em França dos ex-membros das Brigadas Vermelhas.

Numa breve declaração, Mario Draghi sublinhou que os detidos são "responsáveis por crimes de terrorismo gravíssimos que deixaram uma ferida que ainda está aberta."

O Ministro dos Negócios Estrangeiros Luigi Di Maio escreveu, no Twitter: "Estes antigos membros da Brigada foram acusados e condenados em Itália por atos de terrorismo relacionados com os acontecimentos sangrentos dos anos setenta e oitenta".

O facto de terem sido apanhados mostrou que "não se pode fugir das responsabilidades, da dor infligida, dos danos causados", concluiu.

As Brigadas Vermelhas fizeram parte de um grupo de vários organismos da esquerda radical que semearam o terror em Itália nas décadas de 70 e 80 do século XX.

As Brigadas Vermelhas foram acusadas de assassínio de sindicalistas, magistrados, jornalistas e responsáveis políticos.

O grupo foi ainda responsável pelo sequestro e assassinato do líder democrata-cristão e ex-primeiro ministro italiano Aldo Moro em 1978.