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Cruzeiros de férias italianos estão de regresso ao Mediterrâneo

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"Costa Smeralda" deixa Savona, rumo à Sicília
"Costa Smeralda" deixa Savona, rumo à Sicília   -   Direitos de autor  Marco Bertorello / AFP
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Chegou ao fim a paralisação de quatro meses nas viagens de cruzeiro em Itália. O navio “Costa Smeralda”, da companhia italiana “Costa Crociere”, levantou âncora este sábado à noite do porto de Savona, a 50km de Génova.

É uma das primeiras duas viagens de cruzeiro realizadas em Itália desde 20 de dezembro, quando o setor foi uma vez mais suspenso pelo governo italiano devido à Covid-19.

O impacto da pandemia terá provocado quase €65 milhões de prejuízos no setor dos cruzeiros entre março e setembro, estimando-se que tenha ainda arrasado mais de meio milhar de postos de trabalho nos cruzeiros durante o ano passado.

À partida, o capitão do "Costa Smeralda" explicou que a companhia "Costa Crociere" implementou "um protocolo apertado em termos de segurança" para evitar surpresas negativas a bordo, durante a viagem, como aconteceu com outros navios no ano passado, obrigando alguns a manterem-se ao largo, isolados, devido a surtos a bordo de SARS-CoV-2.

É importante que os passageiros estejam seguros a bordo e que se sintam em segurança.

"Colocámos em prática todos procedimentos para garantir que as férias dos nossos passageiros decorrem em paz e que eles não tenham de enfrentar qualquer tipo de stress ou receio.
Pietro Sinisi
Capitão do "Costa Smeralda"

Dos mais de 5 mil lugares disponíveis em 2.610 cabines, o "Costa Smeralda" limitou a lotação para esta primeira viagem de 2021 a apenas 1.500 pessoas, o que representa menos de um terço da capacidade máxima.

Antes de embarcar, todos os passageiros tiveram de realizar um teste anticovid, apresentar um resultado negativo e ainda medir a temperatura à entrada para o navio.

Os cerca de 1.300 membros da tripulação passaram duas semanas em isolamento antes de se apresentar ao serviço.

Para Lucio Tonet, um reformado italiano que viaja a bordo do barco da "Costa Crociere", não há motivos para preocupação apesar de a epidemia continuar ainda bem ativa, com a propagaç~´ao de novas variantes do SAR-CoV-2.

"Não tenho medo porque é bem sabido hoje em dia que os navios de cruzeiro proporcionam férias altamente seguras e, por isso, embarquei com a tranquilidade habitual", assumiu este passageiro, de 66 anos.

Construído na Turquia e lançado ao mar em março de 2019, o "Costa Smeralda" tem mais de 330 metros de comprimento, o equivalente a três campos de futebol, ¨por 42 metros de largura. É o mais recente da frota de 29 navios da "Costa Crociere", pela qual entrou ao serviço em dezembro de 2019.

Depois de uma primeira paragem logo em março, quando a pandemia avançada a toda a velocidade pela Europa e sobretudo por Itália, voltaria ao mar entre setembro e dezembro, quando surgiu nova suspensão do setor em Itália.

Agora, o navio, que é uma autêntica cidade flutuante com 11 restaurantes, 19 bares, um teatro de vrias piscinas, está de novo de volta ao mar Mediterrâneo.

A primeira viagem cinge-se a portos italianos, desce até à Sicília e vai durar sete dias até regressar de novo a Savona.

Um dos responsáveis da "Costa Crociere" revelou à France Press que a empresa tem "recebido várias centenas de reservas diariamente para cada mês até ao final de 2022", o que denota, diz, a vontade dos clientes voltarem a fazer férias nestas "cidades flutuantes".

"Os cruzeiros, como o turismo em geral, é um dos setores mais afetados pela crise da pandemia. Olhamos para 2021 como um ano de recuperação e esperamos estar de volta ao normal no início de 2022", afirmou Raffaele d'Ambrosio, diretor do braço francês da companhia de cruzeiros italiana.