This content is not available in your region

Espanha tenta travar migração ilegal

Access to the comments Comentários
De  Nara Madeira  com AFP, EVN
euronews_icons_loading
Espanha tenta travar migração ilegal
Direitos de autor  Javier Fergo/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved

Continuam a chegar grupos de migrantes, ainda que em menor número, a uma praia espanhola perto da fronteira marroquina... Para o local foram enviados veículo blindados para tentar conter o fluxo de pessoas que tentava entrar no enclave espanhol de Ceuta. O facto de não haver controlo de fronteira levou muitos a chegar a nado ou em pequenos barcos insufláveis a solo europeu.

Ylva Johansson, comissária europeia para os Assuntos Internos mostrava-se preocupada "que pelo menos 6.000 pessoas, um grande número delas crianças, tenham nadado até Ceuta, pondo a sua vida em perigo. Muitas tiveram de ser resgatadas, uma pessoa morreu". Acrescentando que o_ "mais importante agora é que Marrocos está agora empenhado em travar estas partidas e aqueles que não têm o direito de ficar são reenviados de forma ordeira e eficaz para os seus países"._

Isto enquanto o primeiro-ministro espanhol prometia "restaurar a ordem" nas fronteiras. Pedro Sánchez garantia que "a__ integridade territorial de Espanha, das suas fronteiras, que são também as fronteiras externas da União Europeia, e sobretudo a segurança" dos seus "compatriotas e a sua tranquilidade serão sempre defendidas pelo governo de Espanha", que enfrentará "qualquer desafio, com todos os meios necessários, juntamente com os nossos parceiros europeus".

As relações entre Marrocos e Espanha estão tensas e não só por causa dos migrantes. O país africano está zangado por o líder de um grupo militante, que luta pela independência do Saara Ocidental, ter recebido tratamento médico em Espanha. Marrocos anexou esta região em 1975.

Blanca Garcés, investigadora sénior do Barcelona Centre for International Affairs explicava que "a__ questão da migração é utilizada como chantagem, como forma de exercer pressão sobre um Estado-membro, neste caso o governo espanhol que depende do executivo marroquino para impedir estas travessias clandestinas. Tal como o governo grego depende da Turquia para impedir que os refugiados cheguem através deste país".

Muitos migrantes africanos consideram Ceuta e Melilla como porta de entrada para a Europa correndo muitas vezes o risco de morrerem ou ficarem feridos nesta travessia. No ano passado foram 8000 os que se aventuraram.