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Pandemia favorece uso de bicicletas em Paris

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Pandemia favorece uso de bicicletas em Paris
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A capital francesa, Paris, assistiu a um aumento de 67 por cento no número de ciclistas, desde o primeiro confinamento, no ano passado. E a metrópole poderá bater novos recordes este ano, com uma primavera marcada pelo levantamento de restrições.

Anthony veio experimentar uma nova bicicleta elétrica, financiada pela sua empresa.

Anthony da Silva, consultante da Agama Conseil:"Sou novo em Paris. Usei transportes públicos durante seis meses e estou farto. Agora, está a sair o sol e é sembre bom apanhar uns raios de sol."

O novo meio de transporte de Anthony é alugado à "start-up" Tim Sports, especializada na oferta de bicicletas elétricas para empresas, um mercado em forte expansão.

Alain Atlani, cofundador da Tim Sports:"O fim do primeiro confinamento teve um grande impacto. As pessoas queriam evitar os transportes públicos e várias empresas entraram em contacto connosco há procura de novas soluções."

As empresas alugam as bicicletas durante três anos e cobrem 70 por cento do custos. O restante fica a cargo dos trabalhadores, a prestações. Os utentes dizem sentir-se mais bem dispostos e em melhor forma e a bicicleta elétrica é, muitas vezes, o meio de transporte mais rápido.

Jérôme Blanc, cofundador da Tim Sports:"Podemos chegar ao trabalho frescos, em fato e gravata, sem precisar de um duche."

Para as companhias também é interessante, pois poupam em carros de empresa ou despesas com táxis, para além de beneficiarem de deduções nos impostos. As bicicletas desdobráveis estão entre as mais procuradas.

Frédéric Bouvet, diretor da consultora Emargence:"Podem desdobrar-se rapidamente, para ir ver um cliente ou simplesmente deslocar-se por Paris. É uma solução ideal para nos movermos de um lado para o outro."

Paris aproveitou a redução do tráfico durante os confinamentos para instalar ciclovias provisórias, muitas das quais foram entretanto transformadas em soluções permanentes.

Cyril Fourneris, euronews:"Paris não é exatamente um paraíso para os ciclistas, mas isso pode mudar, com os planos para construir 680 quilómetros de ciclovias até 2030, ano em que a capital francesa quer banir das suas ruas os motores de combustão."