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Jogar para sair da favela

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De  Teresa Bizarro com AFP
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A equipa da AfroGames, em plena favela
A equipa da AfroGames, em plena favela   -   Direitos de autor  MAURO PIMENTEL/AFP
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As ruas das favelas do Rio de Janeiro são cenário de vários jogos de vídeo e para Thiago Soares Pestana fazem parte do caminho para uma nova vida. Cinco dias por semana percorre as vielas do bairro até ao Centro Cultural onde treina. É um atleta do teclado e da rapidez mental. Faz parte da equipa de "desportos eletrónicos" da AfroGames, uma organização que nasceu no coração da favela.

"A gente tem aqui aulas de física, psicóloga e aulas de inglês. E estamos aqui com treinador de segunda a sexta," explica Thiago. Ao lado, Caio Silva de Oliveira, o treinador, orienta os jogadores. Considera que "uma rotina boa de treino e uma boa comunicação" são fundamentaispara "um bom trabalho em equipe."

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Os jogadores fazem exercício físico todos os diasMAURO PIMENTEL/AFP

A AfroGames já recrutou cerca de 100 jogadores. Vêm das comunidades desfavorecidas do Rio de Janeiro e muitos nem sequer têm computador em casa.

Gabriela Evellyn é a única mulher da equipa. Os videojogos abriram-lhe os horizontes e ainda considera que "é muito surreal" fazer parte da equipa. "Acho que mudou muita coisa na minha vida, tanto financeiramente quanto em termos de objetivos", confessa.

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Gabriela Evellyn é a única mulher num "desporto" dominado por homensMAURO PIMENTEL/AFP

Os jogadores esperam agora poder competir ao mais alto nível nos campeonatos internacionais de eSports. A indústria dos vídeojogos deve faturar este ano cerca de 150 mil milhões de euros.