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Angela Merkel em Londres

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De  Nara Madeira  com AFP, AP
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Angela Merkel em Londres
Direitos de autor  Stefan Rousseau/Pool Photo via AP

Foi a última vez que Angela Merkel viu a rainha Isabel II enquanto chanceler alemã. Foi no Castelo de Windsor que se encontraram.

Antes, num almoço de trabalho com o primeiro-ministro britânico, discutiu-se o novo e controverso regime aduaneiro pós-Brexit para a Irlanda do Norte, ponto de fricção na recente cimeira do G7 que decorreu sob a presidência britânica.

No final a chanceler afirmava que, pessoalmente, pensa que é possível encontrarem-se "soluções pragmáticas" no âmbito do protocolo relativo à Irlanda do Norte, "tal como foi negociado, o que por um lado permite a integridade do mercado único, mas por outro lado contribui, naturalmente, para que sejam encontradas soluções aceitáveis para as pessoas". Merkel acrescentava que é "uma boa notícia que tenha sido prolongado por mais três meses", e neste tempo, deverá ser "possível resolver a questão de uma forma pragmática". E dizia-se "otimista de que ela possa funcionar".

Londres e Bruxelas acordaram na quarta-feira em adiar por três meses, até 30 de setembro, uma disposição que proíbe a circulação de carne não congelada na Irlanda do Norte. Uma trégua no que muitos têm apelidado de "guerra das salsichas".

Merkel trazia outras questões para cima da mesa e mostrava-se preocupada com o número de espectadores que vai assistir aos últimos jogos do Euro 2020, que decorrem no Reino Unido. Isto quando aumenta o número de infetados pela variante Delta, no país.

Mas Boris Johnson não se mostrava preocupado. O chefe do executivo britânico dizia que a "posição é muito clara no Reino Unido", que há "certos eventos" que podem "realizar, de forma muito cuidadosa e controlada, com testes a todos os que vão assistir e o ponto crucial é que", como ele disse anteriormente, no Reino Unido construiram "agora um muro muito considerável de imunidade contra a doença através do (...) programa de vacinação".

O correspondente da euronews em Londres, Tadhg Enright, explicava que "não se registaram avanços significativos" nesta viagem. "Ambos os lados professaram carinho e respeito um pelo outro, mas todos sabem que eles estão em polos opostos. Em setembro, a opinião de Angela Merkel sobre Boris Johnson já não terá importância. E o líder britânica vai ter o seu sucessor para conquistar".