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Maia Sandu explica como pretende "limpar" a corrupção do país

De  Euronews
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Maia Sandu em fevereiro de 2019
Maia Sandu em fevereiro de 2019   -   Direitos de autor  AP Photo/Andreea Alexandru/Arquivo
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O sólido triunfo do Partido de Ação e Solidariedade (PAS), de Igor Grisu, nas eleições parlamentares de domingo na Moldávia é o prémio do que muitos dizem ter sido a aposta da antiga líder daquela força de centro-direita e atual Presidente do país, Maia Sandu.

Ao permitir a maioria no Parlamento ao partido pró-europeu, os moldavos expressaram um apoio claro à política anticorrupção seguida pela Presidente desde a eleição em novembro do ano passado.

Tal como Sandu admite, em entrevista à Euronews, o governo tem agora todas as ferramentas para começar a limpar a economia, a sociedade e a política num dos países mais pobres da Europa, mas agora mais do que nunca amigo dos europeus como ficou expresso esta quarta-feira na saudação de Sandu a França pela Festa Nacional do Dia da Bastilha.

"Trata-se de eliminar do sistema juízes e procuradores corruptos. De limpar instituições e livrá-las da influência de diversos grupos corruptores que têm vindo a roubar o dinheiro público há muito tempo" começa por nos dizer a primeira mulher Presidente da Moldávia.

Sandu, de 49 anos, sublinha que o plano para "limpar" a Moldávia passa por "simplificar procedimentos ligados à apreensão de bens ilegais". "Queremos recuperar os bens roubados ao Estado", acrescenta.

A Presidente e o partido agora no governo vão ter muito trabalho pela frente para unir uma Moldávia dividida entre aqueles que olham para a União Europeia e aqueles que se sentem mais próximos à Rússia, como o antigo presidente Igor Dodon e o respetivo Partido dos Socialistas da República Moldava, que no domingo ficou-se pelos 27,7% dos votos, muito atrás dos 52,8% do PAS.

"É um desafio para nós, consolidar a sociedade. Temos pela frente grandes desafios, mas temos força para os ultrapassar. Juntos. Sei que qualquer cidadão honesto da Moldávia, independentemente das preferências políticas, quer viver num país onde o Estado toma conta dele; onde o Estado tem instituições fortes para proteger os cidadãos; e cria oportunidades económicas para o povo poder ganhar a vida no país. Há muitas coisas que podem unir a sociedade e nós vamos trabalhar nelas", promete Maia Sandu.

O resultado das eleições de domingo é já considerado histórico. Pela primeira vez na Moldávia, um partido pró-europeu detém a maioria no Parlamento.

O triunfo claro do PAS gera grande expetativa e provoca pressão sobre a Presidente e os aliados agora no Governo porque a frustração também pode vir a ser enorme e a sair pela culatra caso os novos líderes do país falhem na promessa de lançar uma onda de reformas no país.