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Morte anunciada para os veículos poluentes na UE

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De  Euronews
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Morte anunciada para os veículos poluentes na UE
Direitos de autor  Martin Meissner/AP
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Na União Europeia, os carros poluentes têm os dias contados. O fim está previsto para 2035, pelo menos de acordo com o objetivo da Comissão Europeia.

Mas para alcançar essa meta, a oferta de carros elétricos deve dar um salto industrial e comercial.

Neste momento, um veículo com motor de combustão ainda é mais barato porque custa 20% a 30% menos do que um modelo 100% elétrico equivalente.

Mas ao fazer a escolha, os consumidores podem levar em conta outros fatores, como explicou Olivier Duquesne, jornalista no portal de informação "Le Monitor Automobile": "Outra vantagem de um veículo elétrico é o sistema tributário. Em praticamente todos os países europeus, os carros elétricos têm uma vantagem tributária, com muito poucos ou mesmo nenhuns impostos, ou com bónus de compra que também estão disponíveis em alguns países. O carro elétrico, pelo menos em termos de motor, é muito mais simples, com bem menos peças, quase sem atrito porque funciona por campo magnético. Há muito pouco atrito, o que limita o risco de avaria, exige muito menos manutenção e assegura uma vida mais longa. Em termos de custos de manutenção e custos de reparação ao longo do ciclo de vida do carro existe uma grande vantagem."

Um elétrico consome, em média, cinco euros aos cem quilómetros. Para um modelo idêntico, mas a gasóleo, o consumo está estimado em 10,50 euros.

Outro desafio para tornar a transição verde um sucesso é o da instalação de estações de carregamento.

Alemanha, França e Países Baixos são os Estados-membros mais bem equipados. Na Bélgica, a região de Bruxelas embarcou num vasto plano para não perder o comboio.

"Temos uma estratégia multinível para implantar até 11 mil estações de carregamento até 2035. São 11 mil pontos de carregamento, o que significa 22 mil pontos de carregamento porque há dois pontos de carregamento em cada qual. O processo está progressivamente em andamento. Estamos a simplificar a administração. Também vamos dividir a cidade em quatro grandes lotes que serão adjudicados a operadores privados motivados, que queiram assumi-los e que terão que instalar essas estações de carregamento elétrico", sublinhou Alain Maron, ministro da região de Bruxelas-Capital responsável pela Transição Climática, Ambiente, Energia e Democracia Participativa.

Se os desenvolvimentos elétricos e de veículos continuarem na mesma trajetória, o equilíbrio entre o preço dos carros térmicos e elétricos poderá ser alcançado até 2030.