FMI alerta para retoma económica mundial a várias velocidades

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O Fundo Monetário Internacional pede a ditribuição de vacinas pelo mundo, alertando os líderes para uma retoma económica a várias velocidades

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A crise pandémica acentuou o fosso entre as economias desenvolvidas do mundo e as dos países emergentes ou em desenvolvimento.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deixa o alerta de uma saída de crise a várias velocidades, muito por causa da discrepância no acesso às vacinas.

Segundo as previsões do FMI, a economia global deverá crescer, em 2021, 6% - a mesma previsão que já tinha sido feita em abril - e 4,9%, em 2022.

Para a robustez económica global são necessárias vacinas, como realça economista chefe da Instituição, Gita Gopinath:

"O que é sobretudo necessário é que os países com excedentes de vacinas doem cerca de mil milhões de vacinas daqui até ao final deste ano, incluindo 250 milhões até ao final de setembro, para colmatar essa lacuna. Esperamos que com a Covax estas doações, que foram declaradas, possam realmente concretizar-se, e que as nações que fizeram estas declarações façam um grande esforço no sentido de vacinar a parte do mundo que está muito pouco vacinada".

O FMI sugere ao mundo um investimento da ordem dos 43 mil milhões de euros para conseguir 11 mil milhões de doses adicionais a médio prazo.

O Fundo Monetário Internacional confirma que a economia de crescimento mais rápido é a dos Estados Unidos, cujas perspetivas foram revistas em alta pela segunda vez desde o início do ano e estão agora nos 7%. O governo norte-americano tem estado na linha da frente na ajuda à retoma económica, mas, para Gita Gopinath, não é isso que faz a diferença.

"Enquanto vemos que nas economias avançadas os apoios fiscais são bastante acomodativos ainda este ano; em muitas economias emergentes esses apoios terminaram no ano passado, mas elas estão agora a tentar construir mecanismos amortecedores, portanto esta não é a fonte principal do fosso entre as diferentes partes do mundo", afirma.

Na União Europeia, as previsões de crescimento também foram revistas em alta, para 4,6% este ano e 4,3% em 2022.

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