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OMS pede moratória para terceiras doses da vacina contra a Covid-19

OMS quer 10% da população mundial vacinada
OMS quer 10% da população mundial vacinada Direitos de autor euronews
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Organização Mundial de Saúde quer que países ricos adiem administração da terceira dose da vacina contra a Covid-19 até que 10% da população mundial esteja vacinada

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A Organização Mundial de Saúde pediu uma moratória para terceiras doses das vacinas contra a Covid-19 até, pelo menos, oito semanas.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, acredita que este adiamento permitiria que pelo menos 10% da população mundial fosse vacinada.

O dirigente advertiu que as nações mais pobres estão a ficar para trás, e afirmou que a maioria das vacinas deveria ir, agora, para esses países.

Ghebreyesus afirmou que não se pode, nem se deve aceitar que "países que já usaram a maior parte do fornecimento global de vacinas usem ainda mais, enquanto a população mais vulnerável do mundo permanece desprotegida".

No entanto, Alemanha, França, Reino Unido e Israel já anunciaram planos para administrar terceiras doses às suas populações, para combater a propagação da variante Delta.

Em França, os mais vulneráveis, como por exemplo os idosos, deverão começar a receber as doses de reforço já no outono.

A Hungria já começou a administrar terceiras doses no dia 01 de agosto. A Alemanha planeia dar início a esta iniciativa no dia 1 de setembro, e o Reino Unido a partir do dia 6 de setembro.

Entretanto, os Estados Unidos da América rejeitaram o apelo da Organização Mundial de Saúde para que haja uma moratória pois consideram que o país não tem de escolher entre administrar a terceira dose da vacina ou doá-la aos países mais pobres.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que a administração de Joe Biden doou mais de 110 milhões de vacinas e pediu "à comunidade global que também dê um passo em frente" pois "é preciso que mais aconteça". Psaki defende que por isso, o país pode fazer ambas as coisas."

Segundo a OMS, até agora, os países mais pobres só conseguiram administrar 1,5 doses para cada 100 pessoas devido à falta de vacinas.

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