Última hora
This content is not available in your region

"Eu é que estou a usar a Bielorrússia". Migrantes na Lituânia querem seguir caminho

Access to the comments Comentários
De  Euronews com AP
euronews_icons_loading
"Eu é que estou a usar a Bielorrússia". Migrantes na Lituânia querem seguir caminho
Direitos de autor  Mindaugas Kulbis/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
Tamanho do texto Aa Aa

No campo para migrantes de Rudninkai, na Lituânia, a chuva não arrefece a vontade sair dali.

Só este ano, mais de 4.100 pessoas, a maioria de origem iraquiana, chegaram ao país vindas da Bielorrússia, sem autorização para entrar.

Vílnius acusa o governo de Lukashenko de usar a migração como arma de retaliação às sanções da União Europeia.

Detidos em campos sobrelotados e sem capacidade de resposta, os migrantes que aqui chegam recusam-se a ser peças num xadrez político que não os deixa avançar.

É também a opinião Tamar Heidar, um migrante iraquiano de 22 anos, que afirma não estar a ser usado pela Bielorrússia. Heidar não quer saber do que aconteceu, diz que "todas as pessoas" no campo estão ali "para terem uma vida melhor" e "não porque a Bielorrússia os está a usar". Quando muito, conta, seria mais correto dizer "eu é que estou a usar a Bielorrússia",

Sem barreiras geográficas que separem os quase 679 quilómetros de fronteira entre a Lituânia e a Bielorrússia, as autoridades lituanas estimam que mais de 10 mil migrantes cheguem à fronteira do país este ano.

As contas têm por base o número de voos diretos do Iraque para a capital bielorussa, que em agosto triplicou.

Patrulhas fronteiriças estão a enviar migrantes de volta, mas os críticos alertam para uma possível violação do direito internacional.