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Migrantes impedidos de pedir asilo

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De  Nara Madeira com AP, AFP, EVN
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Migrantes impedidos de pedir asilo
Direitos de autor  Mateusz Wodziński/The Associated Press
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Vendem-lhes um sonho mas acabam a ser usados como arma entre a Bielorrússia e a Polónia. São migrantes e refugiados, que têm a vida em suspenso, porque são apanhados pelas tensões fronteiriças entre os dois Estados. Os polacos acusam a Bielorrússia de criar esta tensão. O aliado da Rússia nega as acusações e quem sofre é quem está no meio desta crise e que espera meses a fio, muitas vezes, para dar o primeiro passo no processo para ser aceite na Europa.

O parlamento polaco votou a extensão do estado de emergência na fronteira entre os dois países, e já negou a entrada a milhares de migrantes e recusou-se a deixá-los requerer asilo, violando as convenções internacionais de Direitos Humanos.

A Polónia diz que está a defender as suas fronteiras para parar esta rota de migração. Já as organizações não-governamentais insistem que o país deve respeitar as suas obrigações e permitir que os migrantes solicitem asilo, e não devem empurrá-los para a fronteira. Anna Dabrowska da NGO Polónia explica que com a "nova lei, as pessoas que chegam à Polónia podem deparar-se com guardas fronteiriços que os escoltam de volta para a Bielorrússia".

E do outro lado encontram o mesmo cenário. A Bielorrússia é também acusada de empurrar migrantes para a Polónia e fechar os olhos à chegada de pessoas com visto turístico que têm o objetivo de partir depois para um país da União Europeia. A UE vê estas ações como políticas e já as condenou dizendo que são uma forma de "guerra híbrida" contra o bloco forte europeu.