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Um ano de protestos na Bielorrússia

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Alexander Lukashenko continua no poder com a ajuda da Rússia e a União Europeia continua a "ameaçar" o governo de Minsk

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No dia 9 de agosto de 2020, Alexander Lukashenko venceu as eleições presidenciais na Bielorrússia e provocou uma onde de protestos e revolta no país. A noite das eleições ficou marcada por confrontos entre a polícia e manifestantes. Dezenas de pessoas ficaram feridas e um homem, Alexander Taraikovsky, morreu.

Um ano depois, a viúva de Taraikovsky continua à espera de justiça e não vê o futuro dos filhos na Bielorrússia. Não quer que lhes ensinem propaganda na escola ou na creche. Quer que cresçam em liberdade.

Yelena German diz que não existe um Estado de direito no país. Tentou que a morte do marido fosse investigada mas recebeu “recusas e respostas formais impensáveis”.

Para a líder da oposição ao presidente Lukashenko, o maior erro dos bielorrussos foi subestimar a crueldade do regime. Svetlana Tikhanovskaya diz que o país não estava pronto para as torturas e para este tipo de violência. “As pessoas acreditavam que com centenas de milhares nas ruas, o regime iria pelo menos ouvir os manifestantes”, conta a Tikhanovskaya.

A líder da oposição fugiu para a Lituânia e Lukashenko consegiu manter o poder com a ajuda da Rússia, que prometeu apoio militar ao vizinho e atribuiu um empréstimo de 1,5 mil milhões de dólares para a economia em crise da Bielorrússia..

O presidente apresentou os dissidentes como agentes dos países ocidentais e repetiu que estavam envolvidos na tentativa de uma "revolução das cores". "Acabámos por ser mais fortes do que as chamadas tecnologias da revolução das cores". "Agora, eles (países ocidentais) irão desenvolver os seus conceitos, teoria e prática com o exemplo da Bielorrússia. Eles compreenderam que sob certas condições o seu plano não funciona", disse Lukashenko numa reunião recente com funcionários governamentais.

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