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Afeganistão: Talibãs já estão a entrar em Cabul

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De  Euronews
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Afeganistão: Talibãs já estão a entrar em Cabul
Direitos de autor  AFP
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Os talibãs estão a entrar em Cabul, por todos os lados. A informação é do ministro do Interior afegão, enquanto militares do país confirmam a presença dos insurgentes nos arredores da cidade.

Já este domingo tinha sido anunciada a tomada de Jalalabad. Com o controlo de todas as grandes cidades do Afeganistão, esperava-se, mas não tão rápido, a chegada a Cabul.

Em Jalalabad nem sequer houve luta. Os residentes acordaram no domingo de manhã com as ruas cheias de bandeiras brancas dos insurgentes.

Algumas fontes afirmam que, a partir de Doha, os comandos talibãs terão dado indicações para que os combatentes evitem a violência na capital e que criem corredores de passagem para todos os que queiram abandonar a cidade.

Todos os países têm estado a tentar retirar da capital afegã os seus cidadãos. Joe Biden autorizou o envio de mais 1.000 tropas americanas para assegurar aquilo a que chamou um "retirada ordenada e segura" de pessoal americano e aliado.

Na primeira aparição pública desde as recentes conquistas dos talibãs, O presidente afegão Ashraf Ghani fez um discurso na televisão onde prometeu não desistir dos "êxitos" alcançados nos últimos 20 anos, desde que os EUA derrubaram os talibãs após os ataques do 11 de setembro.

Na capital há medo, mas também há espírito de resistência. Uma jovem, Miriam, afirma: "Não somos pessoas que voltem à era das trevas. Eu sou uma rapariga e não me importo com ninguém. Nem com o Paquistão, nem com a América. Ninguém se preocupa. Estou aqui ainda hoje. Se me matarem, se me identificarem, não me preocuparei com eles. De que devo ter medo? Esta é a minha pátria, a minha terra".

As famílias afegãs que encontraram abrigo num parque de Cabul após terem fugido do avanço dos talibãs descrevem as duras condições de vida.

Nas áreas que já controlam, os talibãs estão a entregar cartas de amnistia de curto e longo prazo às antigas forças governamentais afegãs.

Quem não estiver na sua região recebe uma amnistia de três dias para poder voltar à sua terra, onde vai precisar de outra carta de amnistia passada pela administração talibã.