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Hipertensão: O assassino invisível

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De  Nara Madeira com EVN, AP, AFP
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Hipertensão: O assassino invisível
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O número de pessoas, com idades entre os 30 e os 79 anos, que têm hipertensão duplicou nos últimos 30 anos. São hoje mais de mil milhões em todo o mundo. Mais de metades delas não são seguidas por médicos. O resultado são 8,5 milhões de mortes por ano, de acordo com um estudo da Organização Mundial de Saúde.

O relatório destaca que as diferenças se acentuam tendo em consideração a riqueza de um país.

Majid Ezzati - Professor de Saúde Ambiental Global, da School of Public Health, do Imperial College of London - explica que "talvez uma das descobertas mais importantes é que esta é, de longe, uma questão dominante nos países com salários baixos e médio e em alguns dos países da Europa Central e Oriental. Está longe de ter a ver com abundância. Está, em larga medida, ligada à pobreza. E quase metades das pessoas nem sabem que têm hipertensão".

Na origem da hipertensão estão comportamentos pouco saudáveis, incluindo o consumo excessivo de álcool, de tabaco, inatividade física, maus hábitos alimentares e obesidade, mas também a poluição atmosférica.

Para evitar as mortes há um longo caminho a percorrer. A diretora do departamento de doenças não-transmissível da OMS explica que é preciso "colmatar três lacunas. Em primeiro lugar, no diagnóstico, a segunda é o tratamento e a terceira o controlo. Antigamente, não se tinha esta perceção das coisas\_"_, conclui Bente Mikkelsen.

Diagnosticar, tratar, controlar uma doença que pode ser, em muitos casos, evitadas, ou controlada, recorrendo a remédios, chamemos-lhes baratos, ou seja, uma dieta mais saudável e exercício físico.