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Corrida de toiros em Lisboa relança discussão sobre direitos dos animais

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De  Bruno Sousa
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Protesto anti-tourada
Protesto anti-tourada   -   Direitos de autor  MÁRIO CRUZ/ 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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Se em pleno século XXI, as touradas continuam a atrair multidões, uma boa parte da multidão fica de fora a protestar contra quem entra na arena. Os direitos dos animais têm cada vez mais defensores e quando a corrida de toiros homenageia uma figura que foi notícia pelos maus tratos a animais, a indignação aumenta.

João Moura é a figura em questão, fez manchetes em fevereiro do ano passado depois de ter sido detido e acusado de maus tratos a animais. Foram apreendidos 18 cães subnutridos na sua propriedade, um dos quais acabou por não resistir.

A corrida de homenagem ao cavaleiro, em Lisboa, levou cerca de 1500 pessoas a protestar junto ao Campo Pequeno e, sobretudo, relançou a discussão sobre a relevância da atividade tauromáquica. Os protestos duraram até às 23h, com slogans como "Tauromaquia não é cultura, é tortura"ou "Abaixo a tortura animal". Um contraste claro com o sucedido no interior da arena, onde o cavaleiro foi aplaudido de pé.

Apesar das críticas, de acordo com a Federação Portuguesa de Tauromaquia, o número de espetadores nas arenas tinha vindo a crescer até 2019, seguindo-se uma inevitável quebra provocada pela pandemia de covid-19.