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China limita videojogos em nome do bem-estar dos mais novos

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De  Bruno Sousa
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China limita videojogos em nome do bem-estar dos mais novos
Direitos de autor  Ng Han Guan/AP
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O início de setembro trouxe o regresso às aulas na China, trouxe também a entrada em vigor da lei que limita o acesso de menores aos videojogos online. Os jogos estão agora disponíveis apenas entre as oito e as nove da noite de sextas, sábados e domingos para quem tiver menos de 18 anos.

Uma medida pouco popular entre os mais jovens. Se há estudantes que se limitam a queixar de já não poder utilizar os jogos para relaxar depois de um dia longo na escola, o South China Morning Post cita um adolescente de 13 anos, que jogava em média três horas por dia e que dizia que muitos jogadores podiam revoltar-se e obrigar os pais a registarem-se para poderem jogar com a sua sessão.

O governo chinês justifica-se com o combate ao vício do jogo mas não se pode dissociar a medida de uma tentativa para travar a crescente influência social de uma indústria que foi descrita por um jornal local como "ópio espiritual".

A preocupação de Pequim com o bem-estar dos mais novos não se esgota nos videojogos. O novo currículo educativo proíbe exames escritos para alunos de seis e sete anos por considerarem que a pressão é prejudicial para a saúde de crianças desta idade.