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Há uma nova variante da Covid19 na lista da OMS

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De  Euronews
Partículas do SARS-CoV-2
Partículas do SARS-CoV-2   -   Direitos de autor  Hannah A. Bullock, Azaibi Tamin/AP
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Há mais de um ano que convivemos por todo o mundo com o vírus SARS-CoV-2, a causa da Covid-19. Ao longo deste tempo, este novo coronavírus já infetou mais de 190 milhões de pessoas por todo o planeta.

A cada organismo invadido são produzidas e propagadas réplicas, o que permite a este vírus a adaptar-se e a não permanecer exatamente o mesmo que originou a pandemia.

Pelo menos, desde de setembro de 2020 há variantes a inquietar os especialistasde saúde devido ao potencial de serem mais resistentes ou de causarem uma forma mais grave de Covid-19.

Mas afinal o que são as variantes do vírus da Covid -19?

Os vírus, de uma forma geral, começam por infectar um hospedeiro e a partir dele replicam-se, ou seja, produzem cópias de si mesmos.

A maioria dos vírus são constituídos de RNA, um material genético, por exemplo, mais instável do que o DNA. Essa característica faz com que haja maior possibilidade de sofrer alterações ao longo do tempo, modificando ligeiramente a respetiva sequência genética.

As alterações na sequência genética são conhecidas como mutações genéticas. Os vírus com mutações são chamados de variantes.

Algumas das mutações podem não alterar as propriedades do vírus, outras podem até ser prejudiciais aos próprios vírus, mas algumas podem acabar por permitir uma "vantagem seletiva".

No caso do SARS-CoV-2, o vírus causador da Covid-19, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou como “Variantes de Preocupação" as que apresentam potencial de provocar infeções graves ou de se propagarem com mais facilidade. Estas estirpes ou variantes são mantidas sob forte vigilância.

Saiba quais são as atuais “Variantes de Preocupação” do SARs-CoV-2:

Nova variante

Uma nova variante está a ser vigiada pela Organização Mundial de Saúde. Identificada na Colômbia no início deste ano, a "Mu" foi classificada recentemente pela OMS como "variante de Interesse".

De acordo com a instituição, as mutações desta variante também definida pelo código B.1.621 indicam um potencial de resistência imunitária, ou seja, uma eventual capacidade de diminuir o grau de eficiência das vacinas.

O boletim oficial da OMS diz que casos com a variante "Mu" já foram identificados em países da América Latina e da Europa, principalmente Espanha, Itália e Holanda. Embora a prevalência da variante seja de 39% na Colômbia, a predominância mundial está abaixo de 0,1%.

Esta variante “Mu” já havia sido identificada no Brasil há alguns meses, durante a realização da Copa América no país. A Mu foi assinalada no estado de Mato Grosso, que hospedou as seleções do Equador e da Colômbia. Até agora no Brasil há 10 casos da Mu confirmados.