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Elite Model: Vítimas de Gérald Marie testemunham no senado francês

Elite Model: Vítimas de Gérald Marie testemunham no senado francês
Direitos de autor JOEL SAGET/AFP or licensors
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De  Euronews
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Diversas ex-modelos testemunharam no senado francês sobre os abusos sexuais de que foram vítimas por parte de Gérald Marie, o ex-patrão da Elite Model

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Tinham 15, 16 ou 17 anos e sonhavam tornar-se modelos de topo.

Uma dúzia de mulheres acusa agora Gérarld Marie, o antigo diretor europeu da prestigiada agência Elite, de as ter agredido sexualmente nas décadas de 1980 e 1990.

As mulheres, que agora vivem no estrangeiro, testemunharam esta semana perante o Senado francês depois de terem sido entrevistadas pela primeira vez pela polícia francesa.

A ex-modelo sueca, Ebba Karlsson, afirma: "Foi um alívio. Acima de tudo foi espantoso conhecer toda esta gente. Antes, eu pensava que estava sozinha, todas nós pensávamos que estávamos sozinhas e, depois de algum tempo, conhecemos este grupo de mulheres que partilhavam esta história. Foi muito poderoso. Se conseguirmos progredir e inspirar toda esta indústria a mudar, então seremos vitoriosas".

Durante a mesa redonda organizada pela senadora Nathalie Goulet, as mulheres descreveram a pressão e os abusos de Gerald Marie e de outra figura do mundo francês dos modelos, Jean-Luc Brunel, que foi preso há um ano no caso Jeffrey Epstein.

"Durante anos mantive-me em silêncio sobre o facto de ter sido drogada e violada pelo meu agente, Jean-Luc Brunel. Tive vergonha e também muito medo. Quando finalmente falei, foi 28 anos após a violação, e o meu advogado disse-me que, devido à prescrição, não podia fazer nada contra Brunel. Por isso, falei para tentar motivar outros a fazê-lo, conta a ex-manequim,Thysia Huisman.

Legalmente, os factos, ocorridos nos anos 80 ou 90 do século XX estão agora prescritos. É por isso que estas ex-modelos, com a ajuda do antigo acionista da Elite, Omar Harfouch, pedem aos políticos franceses para reavaliarem a legislação relativa a este tipo de casos.

A advogada Anne-Claire Lejeune, comenta: "É uma injustiça. É quase um duplo castigo porque o facto de terem sofrido estes atos, mesmo há muito tempo, é muito complicado, e é reforçado pelo facto de, quando falam, serem considerados como meras testemunhas e não como vítimas. "

No ano passado foi aberto, em França, um inquérito sobre violação, incluindo de menores, contra Gérald Marie, que alega ser inocente. A esperança destas mulheres é que uma vítima de um período ainda não abrangido pela prescrição ouse falar.

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