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Homenagens a professor decapitado por defender liberdade de expressão

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De  Ana Serapicos  & euronews
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Homenagens a professor decapitado por defender liberdade de expressão
Direitos de autor  Lewis Joly/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved

As escolas em França estão a fazer um minuto de silêncio em memória de Samuel Paty, o professor assassinado no ano passado.

O docente de história e geografia mostrou numas das aulas uma caricatura do profeta muçulmano Maomé da revista Charlie Hebdo, como exemplo da liberdade de expressão. Depois de várias ameaças, foi assassinado e decapitado perto da escola onde lecionava.

Um ano depois, a cidade de Conflans Sainte-Honorine, onde tudo aconteceu, tenta voltar à normalidade.

Salomon Asfaha, residente de Conflans, conta que é impossível esquecer. "Mesmo que as pessoas continuem com suas vidas, essas coisas não se esquecem. São sempre coisas que marcam.", diz Asfaha.

A denúncia foi feita por uma das alunas de Paty, que não estava presente aula em que o professor mostrou as caricaturas. O pai dessa aluna acabou por lançar uma campanha de difamação contra o professor nas redes sociais. Campanha de ódio que levou à morte de Paty.

O assassino foi identificado como um jovem russo de 18 anos, em França desde os 6, com estatuto de refugiado. Acabou morto pela polícia.

Os alunos de Samuel Paty têm uma ferida aberta depois do que aconteceu. O trauma permanece, independentemente do tempo que passou. A mãe de um dos jovens diz que todos devem ao professor. "Devem mais do que flores. Devem responsabilidade coletiva.", admite Cecile Ribet-Retel, mãe de um aluno da escola secundária Bois D'Aulne.

Depois do ato terrorista, Samuel Paty foi condecorado por Emmanuel Macron com o titulo póstumo a Legião de Honra, a mais importante condecoração francesa.

Este sábado será realizada uma cerimónia oficial no Ministério da Educação com a presença do chefe de Estado e da família do professor, o qual morreu por defender a liberdade de expressão.