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Oposição húngara escolhe conservador para enfrentar Orbán

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De  Ricardo Figueira
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Oposição húngara escolhe conservador para enfrentar Orbán
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A oposição húngara escolheu Péter Márki-Zay como candidato a primeiro-ministro. Este homem de 49 anos, conservador, pai de sete filhos, católico praticante e antigo apoiante do Fidész de Viktor Orbán foi o eleito pela plataforma conjunta para enfrentar o atual chefe de governo.

A ala direita da oposição sai beneficiada e com uma maior esperança em derrotar Orbán, já que Márki-Zay entra claramente no terreno do Fidész. A ala esquerda lamenta a derrota da advogada e vice-presidente do Parlamento Europeu, Klára Dobrev, conhecida por ser mulher do ex-primeiro-ministro Ferenc Gyurcsány. Este parentesco foi visto como um "handicap", já que Gyurcsány goza de pouca popularidade e é visto como parcialmente responsável pela crise económica do final da década de 2000.

Numa decisão inédita, toda a oposição da Hungria, dos socialistas à extrema-direita do Jóbbik, uniu-se num manifesto contra Orbán, no poder há 11 anos, com o argumento de que o atual primeiro-ministro modificou as leis em proveito próprio. Se for eleito, Márki-Zay promete revogar e substituir a constituição de Orbán, através de um referendo. As eleições estão marcadas para o próximo ano.