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França impõe 3.ª dose para validar passe sanitário acima dos 65 anos

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De  Nuno Prudêncio
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Alocução televisiva de Emmanuel Macron
Alocução televisiva de Emmanuel Macron   -   Direitos de autor  CHRISTOPHE ARCHAMBAULT/AFP

Para fazer face ao aumento das hospitalizações por Covid, a França avança com novas medidas. Ao fim de quatro meses de interregno, Emmanuel Macron voltou à televisão para anunciar a obrigatoriedade de uma terceira dose da vacina para manter a validade do passe sanitário acima dos 65 anos. Mas não só.

"As pessoas com menos de 65 anos também estão a ter uma diminuição da proteção oferecida pela vacina ao longo do tempo. Neste momento, mais de 80% dos pacientes nos serviços de reanimação tem mais de 50 anos. Por isso, vamos lançar, no início de dezembro, uma nova campanha de vacinação para os nossos compatriotas entre os 50 e os 64 anos de idade", declarou o presidente francês.

Também o governo britânico dá passos mais restritivos, sobretudo no setor da Saúde e da assistência social: todos os trabalhadores que operem na linha da frente nestas áreas terão forçosamente de passar pela vacinação completa. No Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, cerca de 10% dos funcionários ainda não o fez.

"Estamos muito inquietos com a obrigatoriedade das medidas, que pode desmoralizar alguns trabalhadores e levá-los a abandonar o sistema, numa altura em que os serviços de saúde se debatem com falta de pessoal", salienta Stuart Tuckwood, enfermeiro britânico.

Vamos lançar, no início de dezembro, uma nova campanha de vacinação para os nossos compatriotas entre os 50 e os 64 anos de idade.
Emmanuel Macron
Presidente francês

A Ucrânia arrisca a ser removida da lista de países seguros estabelecida por Bruxelas depois de viver um novo recorde diário no número de mortes - mais de 800 - e de não conseguir mobilizar a população. Apenas 18% dos ucranianos concluíram o processo de imunização.

SERGEI SUPINSKY/AFP
Vacinação em Kiev, UcrâniaSERGEI SUPINSKY/AFP

Já a Letónia decidiu regressar à estratégia do confinamento para travar a disseminação de casos de Covid, num país onde a taxa de vacinação integral - 60% - está longe dos 76% da média da União Europeia.