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Migrantes iraquianos bloqueados na fronteira bielorussa repatriados

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De  Patricia Tavares
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Migrantes iraquianos bloqueados na fronteira bielorussa repatriados
Direitos de autor  Leonid Shcheglov/BelTA

Tentam entrar na União Europeia desde o dia oito de novembro - dez dias de frio e de exaustão. Migrantes bloqueados da fronteira bielorrussa, a maior parte vinda do Médio Oriente e do Curdistão iraquiano, foram deslocados para um edifício fornecido pelas autoridades da Bielorrússia. Um antigo armazém transformado num centro de acolhimento para migrantes que, rapidamente, atingiu a capacidade máxima.

Aproximadamente 2 mil pessoas ficaram retidas na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia, presas numa floresta húmida enquanto as forças dos dois países se enfrentavam. Os migrantes vieram à procura do direito a uma vida comum, mas pelo menos 12 pessoas encontraram a morte, nas últimas semanas, incluindo uma criança de 1 ano - anunciou uma organização humanitária polaca.

Os confrontos anunciaram o fim do sonho europeu para muitos destes migrantes. Com a deceção carimbada no passaporte, centenas de iraquianos regressaram a casa nesta quinta-feira em voos de repatriamento organizados por Badgade.