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Pelo menos 31 mortos em naufrágio na Mancha

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De  Euronews
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Calais, França
Calais, França   -   Direitos de autor  Michel Spingler/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.

Mais de 30 pessoas morreram na travessia do Canal da Mancha. O destino da embarcação em que seguiam e que se afundou era a Grã-Bretanha. A Organização Internacional para as Migrações diz que se trata da maior perda de vidas desde que começou a recolher dados, em 2014, neste braço que une o Mar do Norte ao oceano Atlântico.

Um drama ao qual sobreviveram apenas duas pessoas e que tem culpados. O ministro do Interior francês, Gerald Darmanin, afirmava que "\_os principais responsáveis por esta situação desprezível são os traficantes"_ acrescentado que são eles que é preciso "combater". Darmanin explicava que desde um de janeiro "foram interrogados, detidos", mais de 1.500 e que quatro deles - que suspeitam "possam estar, diretamente, envolvidos nesta ligação, improvisada, de barco - estão detidos, dois deles serão levados a tribunal".

O primeiro-ministro britânico também se mostrou "chocado" e "profundamente triste" e admitiu que o apoio a França "não é suficiente". Boris Johnson referia que esta situação "\_mostra que os bandos que estão a enviar pessoas para nestas perigosas jangadas não vão parar por nada"_. Mas, acrescentava, "o que também mostra, infelizmente, é que as operações que estão a ser conduzidas pelos nossos amigos - com 54 milhões de libras esterlinas do Reino Unido para ajudar a patrulhar as praias, todo o apoio técnico que temos vindo a dar - não têm sido suficientes. Vamos aumentar o nosso apoio mas também trabalhar em conjunto com os nossos parceiros".

França abriu uma investigação pelos crimes de homicídio involuntário agravado, migração ilegal organizada e outras acusações. Cada vez mais pessoas, que fogem de conflitos ou da pobreza em países como o Afeganistão, Sudão, Iraque, Eritreia, arriscam a vida para chegar à Grã-Bretanha. As travessias triplicaram este ano em relação a 2020.