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Dezenas de migrantes perderam a vida num naufrágio no Canal da Mancha

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De  Patricia Tavares
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Dezenas de migrantes perderam a vida num naufrágio no Canal da Mancha
Direitos de autor  Michel Spingler/AP

Confrontados com uma tragédia sem precedentes, França e o Reino Unido dizem-se prontos a intensificar a luta contra o tráfico humano no Canal da Mancha. Na quarta-feira à noite, 27 migrantes morreram afogados e os corpos chegaram a Calais.

As autoridades acreditam que a maior parte são oriundos do Iraque e do Irão. O bote que os transportava afundou-se por motivos ainda desconhecidos. Dois sobreviventes foram hospitalizados e as equipas de socorro ficaram em estado de choque.

No mar, foi dramático. Havia corpos a flutuar, foi muito, muito chocante. Recuperámos todas as pessoas que vimos a bordo. Recuperámos seis pessoas.
Charles Devos
Gerente Regional Associação de barcos salva-vidas - SNSM

Aproximadamente 50 pessoas prestaram homenagem às vítimas acendendo velas, em Calais. O Presidente de França, Emmanuel Macron, reagiu dizendo que não vai permitir que o Canal se transforme num cemitério.

É grave. Não é normal que isto aconteça e não é normal que, a nível político, estejamos neste ponto hoje em dia. Não é normal, e isto deixa-me enraivecido.
Mehdi Dimpre
Residente em Calais

As associações que prestam ajuda aos migrantes pedem contas ao governo. O Ministro do Interior de França, Gérald Darmanin, deslocou-se até ao local, para acompanhar a situação.

Os corpos dos migrantes afogados foram encontrados por um pescador que alertou as autoridades.