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Peritos alertam que só a vacinação "não é suficiente" para travar a Ómicron

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De  Euronews
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Peritos alertam que só a vacinação "não é suficiente" para travar a Ómicron
Direitos de autor  Matt Rourke/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.

A vacinação "não é suficiente" e é preciso "reintroduzir rapidamente e reforçar" as medidas "não farmacêuticas", como as restrições, para combater a Ómicron.

O alerta vem do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, ao mesmo tempo que um estudo realizado por cientistas de Hong Kong revela que a nova variante da Covid-19 se propaga 70 vezes mais rápido do que a Delta nas vias respiratórias humanas.

Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças:"Na situação atual, a vacinação sozinha não nos permitirá evitar o impacto da variante Ómicron, porque não haverá tempo suficiente para colmatar as lacunas que subsistem em termos de vacinação."

O Reino Unido registou esta quarta-feira 78.610 novas contaminações no espaço de um dia, um recorde desde o início da pandemia. Ainda assim, Boris Johnson felicita os esforços dos britânicos.

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido:"Desde que lançámos o nosso apelo de emergência Ómicron no domingo, começou um grande combate nacional e as pessoas responderam com um espantoso espírito de dever e obrigação para com os outros e quero dizer que cada um de vós que arregaça a manga para ser vacinado, está a ajudar neste esforço nacional."

Vários países europeus estão a reforçar as restrições à entrada no território. A partir desta quinta-feira, todos os viajantes provenientes do resto da União Europeia têm de apresentar um teste negativo e os não vacinados têm de respeitar uma quarentena de cinco dias para poderem entrar em Itália.

E o endurecimento das medidas não se faz apenas nas fronteiras. Na Polónia, as autoridades decidiram limitar a 30 por cento a capacidade máxima dos restaurantes, hotéis e teatros. À semelhança de outros países europeus, a Polónia avançará também nos próximos dias com a vacinação das crianças.

Mas, quase dois anos depois do início da pandemia, um endurecimento das restrições encontra cada vez mais oposição por parte da população, como na Áustria, onde se têm multiplicado os protestos contra o confinamento parcial, decretado para os não-vacinados.