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Japão executou três condenados à pena de morte

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De  Euronews
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Japão executou três condenados à pena de morte
Direitos de autor  Katsumi Kasahara/AP1997

O Japão executou três condenados à morte esta terça-feira. São as primeiras execuções em dois anos.

Um dos reclusos tinha 65 anos e estava condenado pelo assassínio com martelo e faca de sete membros da família e vizinhos em 2004, os outros tinham 54 e 44 anos e tinham sido condenados por duplos homicídios, em 2003.

A pena capital é executada por enforcamento. Os condenados são colocados sobre um alçapão que se abre através de um mecanismo acionado por um de três botões fixados à parede de uma sala contígua, pressionados simultaneamente por três guardas que não sabem qual deles aciona o sistema.

O apoio público à pena capital no Japão continua forte apesar das críticas vindas do estrangeiro, particularmente das organizações de Direitos Humanos.

"A manutenção ou não da pena de morte é uma questão crucial que diz respeito aos fundamentos do sistema de justiça criminal do Japão", comentou o Secretário-Geral Adjunto do Governo Seiji Kihara durante uma conferência de imprensa na terça-feira.

"Como continuam a ser cometidos crimes atrozes, a pena de morte deve ser imposta àqueles que perpetraram atos de tal gravidade e atrocidade que é inevitável", acrescentou ele.

O Japão tinha executado três condenados em 2019 e 15 em 2018, incluindo 13 membros da seita Aum, que esteve envolvida num ataque de gás sarin ao metropolitano de Tóquio, em 1995.

As execuções de terça-feira vieram dias depois de um incêndio ter morto 25 pessoas numa clínica psiquiátrica na cidade ocidental de Osaka, sobre a qual a polícia anunciou o nome de um suspeito, embora uma investigação criminal ainda não tenha sido oficialmente lançada.

Existem atualmente mais de 100 reclusos no corredor da morte no Japão, e longos anos passam geralmente entre a sentença e a execução por enforcamento, mas os reclusos são normalmente notificados apenas horas antes da sua execução.