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Joe Biden e Vladimir Putin trocaram advertências numa conversa telefónica

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De  Maria Barradas  & AP, EFE
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Joe Biden e Vladimir Putin trocaram advertências numa conversa telefónica
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Foi uma conversa franca, mas não propriamente amistosa.

Durante 50 minutos, Joe Biden e Vladimir Putin conversaram ao telefone, esta quinta-feira, sobre a escalada da tensão no conflito entre a Rússia e a Ucrânia e trocaram advertências.

O conselheiro do presidente russo para os Negócios Estrangeiros, Yuri Ushakov, resumiu desta forma, as posições de Putin e Biden:

"O presidente russo, Vladimir Putin, salientou que, nesta difícil situação, a Rússia agirá como os EUA agiriam se as armas ofensivas fossem utilizadas perto das fronteiras americanas. Joe Biden observou, contudo, que no caso de a escalada continuar ao longo da fronteira ucraniana, os países ocidentais adotarão sanções em larga escala nas áreas económica, financeira e militar. Sabemos que seria um erro colossal que acarretaria graves consequências".

Em comunicado, a secretária da Casa Branca para a Imprensa, Jen Psaki, sublinhou:

"O Presidente Biden exortou a Rússia a desanuviar as tensões com a Ucrânia. Ele deixou claro que os Estados Unidos e os seus aliados e parceiros responderão de forma decisiva se a Rússia insistir em invadir a Ucrânia. O Presidente Biden também manifestou o seu apoio à diplomacia, começando no início do próximo ano com o Diálogo de Estabilidade Estratégica bilateral, na OTAN através do Conselho OTAN-Rússia, e na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O Presidente Biden reiterou que os progressos substanciais nestes diálogos só podem ocorrer num ambiente de "desescalada" e não de escalada".

Nas últimas semanas a tensão tem crescido face a um eventual ataque russo contra a Ucrânia; a Rússia nega estar a preparar-se para uma ofensiva, mas as movimentações militares na zona de fronteira são inquietantes.

Putin e Biden acordaram que as negociações sobre as garantias de segurança terão lugar bilateralmente em Genebra a 10 de janeiro, em Bruxelas - no âmbito da reunião Rússia-NATO - a 12 de janeiro e, em Viena - na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) - a 13 de janeiro.

Os projetos de documentos de segurança apresentados por Moscovo exigem que a NATO negue a adesão à Ucrânia e a outros países da ex-União Soviética e que se proceda à redução dos destacamentos militares na Europa Central e Oriental.

Os EUA e os seus aliados recusaram-se a oferecer à Rússia o tipo de garantias sobre a Ucrânia que Putin pretende, citando o princípio da NATO de que a adesão está aberta a qualquer país qualificado. No entanto, concordaram em manter conversações com a Rússia para discutir as suas preocupações.