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Secretário de Estado dos EUA visita Kiev para debater a ameaça russa

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De  Nara Madeira  com AP, AFP
Antony Blinken desloca-se, esta quarta-feira, a Kiev para debater uma possível ameaça russa à Ucrânia
Antony Blinken desloca-se, esta quarta-feira, a Kiev para debater uma possível ameaça russa à Ucrânia   -   Direitos de autor  Andrew Harnik/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

O Secretário de Estado dos EUA visita a Ucrânia, esta quarta-feira, para se reunir com o presidente Volodymir Zelenski. Em cima da mesa está a ameaça russa.

Antony Blinken viajará para Berlim, na quinta-feira, para se encontrar com a Ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, com quem discutirá possíveis respostas a eventuais avanços russos.

Os contactos diplomáticos com Moscovo, da semana passada, não deram grandes frutos.

A Rússia recusa-se a encetar novas conversações com Kiev mas garante que não há nada a temer. O chefe da Diplomacia, Sergei Lavrov, afirmava que "nunca" deram e não estão "a dar agora quaisquer razões para criar uma nova situação de conflito". Acrescentava que exigem "apenas uma coisa: que os cumprimentos sejam seguidos escrupulosamente. Isto diz respeito tanto aos acordos de Minsk" que, afirmava, "são sabotados pelo regime de Kiev, como à estrutura geral de segurança na Europa".

Já a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, com quem o chefe de estado ucraniano esteve reunida, frisava que "nas últimas semanas, mais de 100 mil soldados russos, com tanques e armas reuniram-se perto da Ucrânia sem uma razão compreensível, e é difícil não ver isso como uma ameaça". Referia ainda que a Rússia "exigiu garantias de segurança que (...) foram tornadas claras". Rematava dizendo que estão "preparados para um diálogo sério sobre acordos e medidas mútuas para trazer mais segurança a todos na Europa".

O Chanceler alemão e o Secretário-Geral da NATO debateram, esta terça-feira, a situação na Ucrânia e o gasoduto Nord Stream 2. Depois do encontro Olaf Scholz dizia-se pronto para o diálogo mas alertava que qualquer agressão contra a Ucrânia "terá consequências graves".

Já Jens Stoltenberg voltou a frisar que o risco de um conflito é "real" e apelava à contenção russa dizendo que convidou "__a Rússia e todos os aliados da NATO a participarem numa série de reuniões no Conselho da NATO/Rússia, que decorrerá num futuro próximo, para abordar" as "preocupações" que têm, mas "também para ouvir as da Rússia e tentar encontrar uma forma de impedir qualquer ataque militar contra a Ucrânia".

Forças militares e artilharia pesada russa começaram a chegar à Bielorrússia para a realização de exercícios militares conjuntos que arrancam no início de fevereiro. Uma informação avançada por Minsk, na segunda-feira.

Outras fontes • VNRP, ARD