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Astrónomos australianos descobrem objeto estranho na Via Láctea

Astrónomos australianos descobrem objeto estranho na Via Láctea
Direitos de autor International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR)
Direitos de autor International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR)
De  Maria Barradas com AFP
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Astrónomos australianos descobriram um objeto misterioso na Via Láctea, com um campo eletromagnético muito poderoso, situado a 4 mil anos-luz da Terra

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Astrónomos australianos descobriram um objeto na Via Láctea diferente de tudo o que foi observado até agora. Algo que produz raios eletromagnéticos a cada 18 minutos. Uma descoberta muito empolgante, refere a astrofísica, Natasha Hurley-Walker.

"Bem, é tremendamente excitante encontrar uma classe de objetos inteiramente nova, isso é simplesmente incrível. Na minha vida, descobri um pulsar, uma galáxia de rádio, fiz enormes pesquisas pelo céu e encontrei todo o tipo de coisas interessantes; mas todos eles eram tipos de objetos conhecidos. Esta foi a primeira vez que encontrei algo completamente inesperado que ninguém teria sequer pensado ser capaz de produzir este tipo de emissões", afirmou a astrónoma, da Universidade Curtain, na Austrália.

O objeto foi detetado por um estudante que trabalhava na sua tese e captou imediatamente a atenção dos cientistas.

A equipa que o observou diz que o objeto é dotado de um campo eletromagnético muito poderoso, incrivelmente brilhante e calcula que se encontre a quatro mil anos-luz da Terra.

Hurley-Walker diz que há ainda muitos mistérios para desvendar, explicando que, após todos os cálculos, percebeu-se que não deveria ter potência para produzir este tipo de ondas rádio três vezes por hora. "Isso, simplesmente não deveria ser possível", sublinha.

Sendo uma descoberta empolgante, é também um pouco "assustadora".

A equipa de investigação foi capaz de observar o sinal numa vasta gama de frequências.

"Isto significa que deve ser um processo natural, não é um sinal artificial", disse a cientista quando questionada sobre se este sinal de rádio forte e coerente vindo do espaço poderia ter sido enviado por outra forma de vida.

O passo seguinte para os investigadores é procurar mais destes estranhos objetos no universo.

"Outras deteções dirão aos astrónomos se este é um acontecimento raro e único ou uma grande população nova que nunca tínhamos notado antes", disse Natasha Hurley-Walker.

Ou seja, o tempo há de ajudar a entender o espaço.

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