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Oposição venezuelana falha tentativa de forçar referendo a Maduro

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De  Ricardo Figueira
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Nicolás Maduro
Nicolás Maduro   -   Direitos de autor  Matias Delacroix/AP

Nicolás Maduro vai continuar no poder na Venezuela sem o risco de um referendo sobre a continuidade no poder. A oposição não conseguiu recolher a quantidade de assinaturas necessárias para forçar a organização de um referendo, depois de o Organismo Central de Eleições ter dado um prazo de apenas 12 horas para que fossem recolhidas todas as assinaturas. 

Se os adversários do presidente, reeleito em 2018 em eleições contestadas pela comunidade internacional, falam num ato propositado para sabotar o referendo, Maduro diz que a oposição não tem força:

"Culpam-me a mim? O Conselho Nacional Eleitoral deu-lhes todas as condições e todas as máquinas. Deu-lhes um dia inteiro para recolher as assinaturas. Só precisavam de recolher as assinaturas de 20 por cento dos recenseados. sabem quantas recolheram? 1,1%. 42.300 assinaturas. Fracassaram novamente", disse o presidente venezuelano.

O Conselho Nacional Eleitoral deu-lhes (à oposição) todas as condições e todas as máquinas. Deu-lhes um dia inteiro para recolher as assinaturas.
Nicolás Maduro
Presidente da Venezuela

As divisões na oposição também não são estranhas a este fracasso. O partido Direita Democrática Nacional (DDN) culpa o grupo dirigido por aquele que é visto como figura de proa dos adversários de Maduro, Juan Guaidó, ex-presidente do Parlamento e autoproclamado presidente do país que chegou a ser reconhecido por vários países, embora sem nunca ter exercido qualquer poder na prática. O DDN estima que os seguidores de Guaidó ajudaram a que esta iniciativa não tenha ido avante.