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Portugal à beira do "empate técnico" entre PS e PSD

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De  Ricardo Figueira
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Rui Rio (PSD) e António Costa (PS)
Rui Rio (PSD) e António Costa (PS)   -   Direitos de autor  Armando França/AP

Em Portugal, está tudo em aberto quanto às eleições do próximo domingo e todos os cenários parecem possíveis, desde uma nova "geringonça" a um renovado "bloco central": A mais recente sondagem RTP/Universidade Católica, publicada esta quinta-feira, prevê um quase empate técnico entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata.

Assim, o PS teria 36% dos votos e o PSD 33%. Iniciativa Liberal, Chega e Bloco de Esquerda surgem empatados com 6%, a CDU tem 5%. O Livre, o PAN e o CDS ficam atrás, todos com cerca de 2%.

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Distribuição das intenções de voto (excluindo indecisos e abstenções)Euronews

Se, no início da campanha, o primeiro-ministro e líder do PS António Costa pedia uma maioria absoluta, agora não descarta fazer reviver a aliança com o Bloco e a CDU, que de acordo escrito passou a acordo tácito em 2019 e caiu por terra com o chumbo do orçamento.

Mas um "acordo de cavalheiros" com o PSD é outra hipótese que não está descartada, tanto em caso de vitória do PS como no caso de o PSD ser o partido mais votado. Rui Rio, líder dos sociais-democratas, rejeita possíveis acordos com a direita radical e populista representada pelo Chega, de André Ventura, que teria sempre de entrar na equação para que se possa formar uma maioria de direita e centro-direita.

O Chega perde pontos em relação às últimas sondagens e afasta-se do cenário de ser claramente a terceira força política.

No entanto, tanto o partido de Ventura como a Iniciativa Liberal, que atualmente têm um só deputado, devem reforçar fortemente a presença no parlamento. Já o CDS arrisca-se a ficar sem qualquer representante no hemiciclo. Estas previsões fazem com que se viva um suspense eleitoral como há muito não se via no país.