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PS arrasa nas legislativas portuguesas e vence com maioria absoluta

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De  Bruno Sousa
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António Costa consegue vitória esmagadora
António Costa consegue vitória esmagadora   -   Direitos de autor  Armando Franca/The Associated Press
  • PS vence legislativas com maioria absoluta
  • Chega assume-se como terceira força política
  • Bloco de Esquerda e CDU juntos têm menos deputados que o Chega
  • Rui Rio admite que não será útil ao PSD com um governo socialista de maioria absoluta
  • CDS-PP fica de fora da Assembleia da República pela primeira vez em democracia
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O Partido Socialista venceu categoricamente as legislativas portuguesas e António Costa não se coibiu de anunciar a maioria absoluta durante o discurso da vitória, afirmando que os socialistas tinham eleito "117 ou 118" deputados. Declarações efetuadas quando os números oficiais avançados pelo Ministério da Administração Interna não davam mais do que 112 mandatos ao PS.

O evoluir da noite deu razão ao líder socialista, só em Portugal conseguiram eleger 117 deputados para a Assembleia da República, faltando ainda apurar os quatro deputados provenientes dos círculos eleitorais dos emigrantes.

António Costa prepara-se assim para liderar o governo português durante mais quatro anos mas apesar da vitória esmagadora, com mais de 2,2 milhões de votos, lembrou que ""uma maioria absoluta não é poder absoluto, não é governar sozinho".

Costa sublinhou que será uma maioria de diálogo e anunciou que irá promover reuniões com todos os partidos... exceto com o Chega. O partido de André Ventura foi o outro grande vencedor da noite e assumiu-se como a terceira força política no parlamento.

A direita populista conseguiu eleger 12 deputados, mais do que Bloco de Esquerda (5) e CDU (6) juntos. A "geringonça" quebrou pelas partes mais frágeis, dando origem a uma nova máquina à esquerda, agora sem peças amovíveis.

Na hora da derrota, quer os bloquistas quer os comunistas justificaram o resultado com a "bipolarização artificial" que resultou num voto útil no PS. Uma justificação que não apaga a péssima noite eleitoral para as duas forças de esquerda, ultrapassadas ainda pela Iniciativa Liberal.

O partido de João Cotrim Figueiredo é agora a quarta força política no hemiciclo, numa prova de que a direita portuguesa está a mudar. Chega e Iniciativa Liberal conseguiram resultados esmagadores enquanto os tradicionais PSD e CDS-PP viveram um verdadeiro pesadelo.

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Nos social-democratas, Rui Rio assumiu a derrota e colocou o seu futuro nas mãos do partido. Admitiu, no entanto, que não considerava que conseguisse ser útil ao partido perante quatro anos de maioria absoluta socialista. Também aqui se justificou a derrota com o voto útil nos socialistas.

O outro grande derrotado da noite foi o CDS-PP. Se em tempos, os democratas cristãos foram conhecidos como o "partido do táxi" por terem quatro deputados na Assembleia, desta vez "perderam o táxi"e ficaram sem representação parlamentar. Nunca tinha acontecido na história da democracia portuguesa e como resultado, Francisco Rodrigues dos Santos pediu a demissão.

Por fim, PAN e Livre elegeram um deputado cada. No caso dos ecologistas, perderam um deputado relativamente às eleições de 2019. Já o Livre manteve a sua representação no hemiciclo, conseguindo eleger Rui Tavares por Lisboa.