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Portugal atinge luz ao fundo do túnel da Covid-19 e relança turismo em pleno verão invernal

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De  Francisco Marques
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Um casal transporta malas de viagem em Lisboa
Um casal transporta malas de viagem em Lisboa   -   Direitos de autor  AP Photo/Armando França

"Estamos numa fase de aliviar restrições, mas com prudência", avisa Raquel Duarte, antiga secretária de Estado da Saúde e atual conselheira do Governo para a gestão da Covid-19 em Portugal.

Com a transmissibilidade (Rt) abaixo de 1 e a pressão sobre os hospitais mais ou menos controlada perante uma menor severidade da infeção, a pneumologista concedeu várias entrevistas, afirmando que "Portugal já ultrapassou o pico da onda" e deverá agora entrar num "período de acalmia", o que, defende Raquel Duarte, irá permitir "ajustar as medidas ao risco" mais baixo da infeção.

"Estamos na fase de aliviar com prudência, passo a passo, vendo as consequências desse alívio e estando atentos a novas variantes, novas surtos, novos agravamentos", afirmou a secretária de Estado da Saúde no executivo exatamente anterior à pandemia de Covid-19.

Desde segunda-feira, por exemplo, que para quem chega à Portugal de outros países da União Europeia basta apresentar o Certificado Digital Covid da UE válido, sem necessidade de fazer testes.

Em estudo, pela Direção-Geral de saúde, está também a possibilidade de que as pessoas infetadas pelo SARS-CoV-2, mas sem sintomas de covid-19, possam ser dispensadas de isolamento assim como a utilização de máscaras seja apenas obrigatória em períodos de maior risco.

A diretora geral de Saúde, numa entrevista na semana passada à CNN Portugal, admitiu ainda ser expectável que a vacinação para a Covid-19 passe a ser "seletiva, sazonal e para grupos de risco", mas tudo será coordenado a nível europeu e condicionado pela evolução da pandemia nos próximos tempos.

"Há um movimento, liderado pelo Centro Europeu de Controlo e Doenças (CEDC), e nós estamos alinhados com ele", assegurou Graça Freitas.

Grécia na retoma do turismo

A Grécia, um dos mais fortes concorrentes do sol português em termos de turismo, também aliviou as restrições para quem visita o país.

Desde segunda-feira e até 21 de fevereiro, para quem viaja da UE, de países que aderiram ao Certificado Digital Covid da UE, incluindo Reino Unido e Cabo -verde, basta apresentar o documento europeu a comprovar a vacinação até 14 dias antes da viagem, recuperação da doença pelo menos 14 dias após o primeiro teste PCR positivo ou de teste negativo antes da viagem.

O governo grego planeia começar a receber este ano os primeiros turistas de verão logo a partir de 1 de março e conta recuperar já este ano as visitas para os níveis pré-pandemia.

Algo que também em França está a tentar acelerar-se, nomeadamente aproveitando ainda a época de desportos de inverno, muito afetada pelas restrições no ano passado e nas primeiras semanas da atual temporada.

Em breve, o governo gaulês vai alargar também a necessidade de apenas mostrar o Certificado Digital Covid da UE a quem chega de países externos do bloco, como é agora o caso dos britânicos, a quem ainda é exigido um teste negativo mesmo para os totalmente vacinados.

A medida fica no entanto dependente de os números da Covid se manterem em queda em França.

Em Itália, o Certificado Digital é agora também o documento essencial para circular e o uso de máscaras na rua deixa de ser obrigatório a partir desta sexta-feira.

Em Espanha, é já esta quinta-feira que o uso de máscaras no exterior deixa de ser obrigatório, anunciou o governo esta semana, após um Conselho de Ministros, no qual foram ainda definidas algumas exceções.

As máscaras continuam a ser obrigatórias no interior e também nos eventos organizados ao ar livre, como por exemplo em concertos com lugares de pé ou sentados, em que não se possa garantir um distanciamento de 1,5 metro.
Isabel Rodriguez Garcia
Porta-voz do Governo de Espanha

Em contagem decrescente para a Primavera, com Portugal por exemplo a oferecer um género de verão em pleno inverno, com sol e temperaturas de 20 graus Celsius, e com perspetivas positivas em termos de epidemia, mantêm-se no entanto os alertas para quem viaja.

A qualquer momento pode surgir uma nova variante de preocupação do SARS-CoV-2 e as regras terão de mudar rapidamente, com o regresso de restrições, que podem custar por exemplo quarentenas nos destinos turísticos.

Outras fontes • Lusa, Público, AP, AFP