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Suíços votam em referendo proibição da publicidade ao tabaco

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De  Euronews
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Suíços votam em referendo proibição da publicidade ao tabaco
Direitos de autor  VALENTIN FLAURAUD/AFP or licensors

A Suíça poderá juntar-se em breve à grande maioria dos países europeus, banindo em referendo a quase totalidade da publicidade ao tabaco.

O país tem atualmente uma legislação bastante permissiva nesse sentido, em grande parte devido ao forte "lobby" de alguns dos maiores fabricantes de cigarros do mundo, que estão sediados no território suíço.

A iniciativa popular que será votada no próximo domingo pretende proibir toda a publicidade que pode ser vista por menores o que, na prática, é praticamente equivalente a uma interdição total.

Jean-Paul Humair, diretor do Centro de Prevenção de Dependência de Genebra:"A iniciativa procura uma proibição quase completa da publicidade que alcance crianças e adolescentes. É esse o objetivo. Na realidade, qualquer publicidade ao tabaco pode alcançar crianças e adolescentes e o mesmo é verdade para produtos semelhantes e derivados, como os cigarros eletrónicos ou o tabaco aquecido, por exemplo."

Os opositores, entre os quais se conta o próprio governo federal e o parlamento, estimam que o projeto vai longe demais e "infantiliza os adultos". 

Um argumento também defendido, como seria de esperar, pelo número um mundial do setor, a Philip Morris International, com sede na Suíça.

Patrick Eperon, porta-voz da campanha "Não" e membro do "Centro Patronal":"Estamos contra porque o texto da iniciativa é extremo, prevê proibir toda a publicidade que pode ser vista por menores e não os visa unicamente, o que significa que praticamente toda a publicidade será proibida, nomeadamente para adultos. Em nome da proteção das crianças, acabamos por infantilizar os adultos. Estamos numa época em que toda a publicidade é susceptível de ser proibida e, obviamente, para os meios económicos suíços, é um problema considerável e fundamental."

Segundo as últimas sondagens, a maioria dos suíços votará a favor da iniciativa, mas a grande incógnita é se conseguirá obter uma maioria nos 26 cantões, condição obrigatória para a sua adoção.