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Ministro do Interior debaixo de fogo durante visita ao leste da Ucrânia

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De  euronews
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Soldados ucranianos num abrigo antibomba após ataque em Novoluhanske
Soldados ucranianos num abrigo antibomba após ataque em Novoluhanske   -   Direitos de autor  AP Photo/Oleksandr Ratushniak

O ministro ucraniano do Interior ficou, este sábado, debaixo de fogo durante uma visita ao leste do país.

Segundo as agências de notícias no local, projéteis de morteiro explodiram perto de Denys Monastyrsky durante uma visita à linha da frente do conflito com os rebeldes separatistas, em Novoluhanske, na rgião de Luhansk, e o ministro conseguiu refugiar-se num abrigo antibomba. Não há registo de feridos.

O incidente ocorreu poucas horas depois do líder da autoproclamada república popular de Donetsk ter anunciado uma mobilização militar total.

Numa mensagem de vídeo, Denis Pushilin pediu que todos os homens da região peguem em armas para defenderem as famílias. O líder separatista sublinhou que juntos poderão alcançar "a desejada e necessária vitória" e proteger "Donbass e todo o povo russo".

O apelo surge um dia depois dos separatistas terem anunciado o início da retirada de civis para a Rússia, acusando Kiev de ter aumentado os ataques na região.

A tensão tem vindo a escalar. Os observadores internacionais da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa alertaram para um "aumento dramático" da violência na linha da frente entre o exército ucraniano e os separatistas apoiados pela Rússia.

Entretanto, o presidente russo Vladimir Putin lançou, este sábado, exercícios militares estratégicos envolvendo mísseis balísticos.

Prosseguem, também, exercícios militares na Bielorrússia que envolvem jatos, helicópteros, tanques e paraquedistas russos.

O Ocidente receia que estas manobras sejam o prenúncio de uma invasão da Ucrânia, algo que o Kremlin nega.

Em Kiev, as autoridades afirmam que o país está a preparar-se "para todos os cenários possíveis", no entanto não há razões para pânicos.

O jornalista ucraniano Illia Ponomarenko conta que tanto na capital, como em outras cidades ucranianas, "as pessoas estão a desfrutar de algo a que se chama "negligência razoável". Têm-se todos mantido muito calmos, o que na opinião do jornalista "é um bom sinal e um bom argumento contra qualquer tipo de ação militar contra a Ucrânia".

O aumento dos conflitos no leste do país têm provocado baixas de ambos os lados. As autoridades de Kiev anunciaram que dois soldados ucranianos morreram, este sábado, durante uma troca de tiros com os separatistas pró-russos.