NATO rejeita zona de exclusão aérea na Ucrânia

NATO rejeita zona de exclusão aérea na Ucrânia
Direitos de autor Olivier Douliery/AP
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Aliança Atlântica apela ao presidente russo para abraçar a via diplomática. Opta por manter-se de fora da guerra e por dar à Ucrânia meios para assegurar a própria defesa

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A NATO não quer a guerra mas está pronta a defender a segurança territorial dos membros da Aliança Atlântica ao centímetro, caso seja necessário. As palavras ecoaram no encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, hoje reunidos em Bruxelas com parceiros dos EUA, da Suécia e da Finlândia.

Para já, está afastada a possibilidade de criação de uma zona de exclusão aérea ("no fly zone" em inglês) na Ucrânia, como pediram o presidente Volodymyr Zlenskyy e o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Dmytro Kuleba,no rescaldo do ataque à central nuclear de Zaporizhia.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, reiterou os motivos: "deixámos claro que não vamos entrar na Ucrânia, nem por terra nem no espaço aéreo ucraniano. A única maneira de implementar uma zona de exclusão aérea é enviar aviões da NATO, aviões de combate para o espaço aéreo ucraniano. E depois impor essa zona de exclusão aérea derrubando aviões russos. A nossa avaliação é que entendemos o desespero, mas também acreditamos que, se fizermos isso, acabaremos por ver algo que terminará numa guerra de pleno direito na Europa, envolvendo muitos mais países".

A NATO prefere-se manter-se de fora do conflito, enviando preferencialmente meios para a Ucrânia se conseguir defender por si mesma.

A Aliança Atlântica também conta dar mais apoio à Geórgia e à Bósnia-Herzegovina, até porque os dois territórios também podem estar na mira do presidente russo.

A Vladimir Putin, os membros da NATO pedem que aceite a via diplomática, mas o futuro próximo continua a ser uma incógnita.

"Não procuramos o confronto, mas se o confronto vier até nós, estamos preparados", sublinhou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.

Mélanie Joly, ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, acrescentou: "existe um nível de irracionalidade com Vladimir Putin e temos de levar isso em conta ao lidar com a situação".

Enquanto a ofensiva russa avança na Ucrânia, na União Europeia são cada vez mais as pessoas a sair à rua em protesto.

Manifestam, alto e bom som, a solidariedade com os ucranianos e pedem aos líderes mundiais uma resposta contundente para parar a guerra.

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