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Guerra na Ucrânia já fez mais de 1,5 milhões de refugiados

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De  Euronews  com AFP
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Guerra na Ucrânia já fez mais de 1,5 milhões de refugiados
Direitos de autor  AFP

Mais de 1,5 milhões de pessoas já saíram da Ucrânia desde o início da guerra. Segundo Filippo Grandi, o Alto-comissário para os Refugiados das Nações Unidas (ONU), “esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial". A ONU espera que o fluxo de refugiados se intensifique ainda mais à medida que o exército russo continua a sua ofensiva, especialmente na capital ucraniana, Kiev.

Em Lviv, a maior cidade do oeste ucraniano, chegam todos os dias centenas de pessoas de todas as partes do país que estão sob ataque e de todos os lugares onde há bombardeamentos. Valerie Gauriat, jornalista da Euronews, conta que estas pessoas esperam em filas para apanhar os chamados “comboios de evacuação” com destino aos países limítrofes, em particular à Polónia, que tem acolhido milhares de refugiados durante os últimos dez dias. É pouco provável que os números venham a diminuir. Lviv é também um centro de ajuda humanitária para os refugiados. Nos últimos dois dias, chegaram cerca de duas mil e quinhentas toneladas de ajuda de todo o mundo. Muitos dos deslocados dormem em casas de residentes, de pessoas que não conhecem mas que mostram a sua solidariedade. A estadia em hotéis e os comboios também são gratuitos. A cidade tornou-se um exemplo da solidariedade e da unidade do povo ucraniano.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra, os relatos de ataques a centros de saúde na Ucrânia estão a aumentar. "Ataques a instalações médicas ou a trabalhadores da saúde violam a neutralidade médica e são violações do direito humanitário internacional, lembrou hoje o chefe da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus.

De acordo com a ONU, 4 milhões de pessoas podem deixar o país para escapar à guerra. O primeiro relatório de situação da OMS, divulgado no sábado à noite, indica que 18 milhões de pessoas são afetadas pelo conflito na Ucrânia. A organização destacou pessoal para a Moldávia, Roménia e Polónia para aumentar a sua capacidade de resposta. A agência de saúde da ONU também mobilizou especialistas em logística para a Polónia a fim de criar um centro de operações e ajudar a assegurar corredores terrestres para facilitar a rápida entrega de assistência às populações afetadas.