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Zelenskyy diz que Rússia não respeita corredores humanitários

Zelenskyy diz que Rússia não respeita corredores humanitários
Direitos de autor  Evgeniy Maloletka/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
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Moscovo afirma que ataque a maternidade foi "encenado". Estados Unidos fazem referência a crimes de guerra

Os corredores humanitários anunciados pela Rússia são uma armadilha, segundo o presidente ucraniano.

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Mais de metade da população de Kiev abandonou a capital, cada vez mais fortificada e cercada pelos tanques russos.

Volodymyr Zelenskyy acusa o Exército russo de impedir a evacuação de várias cidades.

Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia: "Mariupol e Volnovakha continuam bloqueadas. Apesar de termos feito tudo o necessário para que os corredores humanitários funcionem, as tropas russas não respeitaram um cessar-fogo. Apesar disso, decidi enviar uma coluna de camiões para Mariupol, de qualquer forma, com comida, água e medicamentos."

A devastação de Mariupol é particularmente simbolizada pela maternidade destruída num bombardeamento atribuído à aviação russa, que fez vários mortos, incluíndo uma criança.

Moscovo rejeita responsabilidade, enquanto os Estados Unidos fazem referência a crimes de guerra.

Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia: "A aviação russa não desempenhou qualquer missão para atingir alvos na área de Mariupol. A análise das declarações dos representantes do regime nacionalista de Kiev e material fotográfico do hospital não deixam dúvidas. O alegado bombardeamento foi uma provocação completamente encenada para manter uma retórica anti-russa na audiência ocidental."

Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA: "Nós apoiamos completamente os esforços para documentar e investigar os relatos de potenciais crimes de guerra na Ucrânia. O facto é que temos visto relatos bastante credíveis de ataques intencionais contra civis, o que, segundo a Convenção de Genebra, constitui um crime de guerra."

Estados Unidos e Europa preparam-se para reforçar as sanções à Rússia.

Desde o início da invasão, mais de dois milhões de ucranianos fugiram do país, dois terços dos quais procuraram refúgio na vizinha Polónia.

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