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EUA e Ucrânia vão negociar com a Rússia, mas Moscovo não aprova a data

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Os russos insistem nas suas reivindicações territoriais, mas Kiev opõe-se a entregar regiões inteiras a Moscovo em troca de paz.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, anunciou que a Ucrânia aceitou o convite dos Estados Unidos da América para realizar novas conversações de paz na próxima semana. "A parte americana propôs uma reunião em Miami na próxima semana. Confirmámos a nossa presença", afirmou Zelenskyy. Inicialmente, o presidente ucraniano disse à agência noticiosa Bloomberg que as conversações se realizariam nos Estados Unidos a 17 e 18 de fevereiro, mas mais tarde afirmou que havia a possibilidade de a reunião se realizar em Abu Dhabi. Zelenskyy acrescentou ainda que qualquer local seria do agrado de Kiev.

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O plano para as conversações ainda está no ar, uma vez que a Rússia ainda não concordou com um local ou uma data. "Estamos à espera de uma resposta dos russos", disse o presidente ucraniano ao jornal Kyiv Independent.

Na quarta-feira, disse também que os russos não só não responderiam ao reinício das conversações de paz, como também a uma paragem mútua dos ataques às infrestruturas energéticas. "Estamos a receber uma resposta aos nossos apelos sob a forma de ataques com drones e mísseis", disse Zelenskyy.

A Ucrânia concluiu a segunda ronda de conversações de paz trilaterais com a Rússia e os Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos, em 24 de janeiro. Embora o negociador norte-americano Steve Witkoff tivesse afirmado anteriormente que as questões fundamentais seriam resolvidas nas conversações, tal não aconteceu, uma vez que Moscovo não cede nas suas exigências territoriais e Kiev não se submete às mesmas.

A 11 de fevereiro, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, rejeitou o acordo de paz de 20 pontos aprovado pelos Estados Unidos e pela Ucrânia, que deveria servir de base às negociações de paz. Lavrov afirmou que, antes da cimeira de agosto de 2025 no Alasca, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, entregou a Moscovo um documento que delineava as principais questões "de acordo" com a visão russa. O chefe da diplomacia russa afirmou que as partes viram "abordagens reais baseadas na iniciativa dos EUA" que "abriram o caminho para a paz" e que poderiam ter servido de base para um acordo final. "Qualquer outra versão é o resultado de uma tentativa de Zelenskyy e da Europa de se sobreporem à iniciativa dos EUA", declarou Lavrov, acrescentando de forma cínica que "agora estão a acenar com uma espécie de 'documento' de 20 pontos que ninguém lhes entregou, oficialmente ou não".

O quadro de 20 pontos referido por Lavrov foi desenvolvido por funcionários dos EUA e da Ucrânia no final de dezembro de 2025. O documento de 20 pontos é uma versão abreviada e reformulada de um projeto anterior de 28 pontos. A Bloomberg noticiou anteriormente que o plano foi entregue ao presidente russo Vladimir Putin no início de janeiro através do enviado russo Kirill Dmitriev. Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, visitaram Moscovo mais tarde para negociar diretamente com Putin.

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