Putin repete justificação para guerra na Ucrânia

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Numa cerimónia para celebrar a anexação da Crimeia, Vladimir Putin volta a afirmar que invasão da Ucrânia é para proteger os habitantes de Donbass

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Vladimir Putin afirmou que a Rússia nunca esteve tão forte como agora.

Numa cerimónia, em Moscovo, para celebrar os oito anos da anexação da Crimeia, o presidente russo enalteceu o papel do exército na ofensiva na Ucrânia.

Putin voltou a justificar a invasão, afirmando, mais uma vez, que pretende proteger os habitantes de Donbass dos "ultranacionalistas e neonazis" ucranianos após o "golpe de Estado de 2014", como ele classificou a deposição do presidente pró-russo Viktor Yanukovich.

"Eles também não concordaram com este golpe de Estado. Organizaram imediatamente operações militares punitivas contra eles, e não apenas uma. Colocaram-nos sob cerco e sujeitaram-nos a tiros sistemáticos de canhão e ataques aéreos. Isto é o que se chama genocídio - salvar as pessoas do sofrimento deste genocídio é a principal razão, o motivo e o objetivo da operação militar", diz.

Segundo as autoridades russas, mais de 200 mil pessoas estiveram no estádio Luzhniki. Para o presidente, a cerimónia serviu para demonstrar que o povo russo está unido e apoia a ofensiva militar da Rússia na Ucrânia.

Ouviram-se canções soviéticas patrióticas sobre a identidade nacional. O evento foi emitido pela televisão estatal que está sob forte controlo do regime de Vladimir Putin.

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