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A luta por Mariupol

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De  euronews
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A luta por Mariupol
Direitos de autor  AP Photo/Evgeniy Maloletka, File

A eventual conquista de Mariupol, pode permitir à Rússia alcançar um dos principais objetivos da invasão da Ucrânia, dominar um corredor desde Donbass até à Crimeia,

Para Moscovo, a cidade é o bastião do Batalhão Paramilitar de Azov, de extrema-direita, e o controlo total do corredor será um trunfo que poderá ser usado em novas negociações e projetar a sua ameaça até Odessa.

No terreno, os combates fazem-se rua a rua. O exército russo tem levado os combatentes checos de Khadiriv a lutar casa a casa.

As fábricas de aço, foram transformadas em autênticas fortalezas pelas forças que defendem a cidade dos invasores.

Léo Peria-Peigné, do Observatório dos Conflitos Futuros defende que "Existe um desejo real, por parte da Rússia, de levar a cidade a assumir um compromisso, um sinal, quer para futuras negociações, quer para deixar uma marca na opinião pública. Não é apenas um objetivo territorial em si, mas corresponde à dialética russa utilizada desde a operação baseada em "temos de desnazificar a Ucrânia" e desnazificar a Ucrânia significa conquistar Mariupol ao Batalhão Paramilitar de Azov."

O controlo total do Mar de Azov pode permitir ao exército russo levar para o território mais unidades militares, permitindo-lhes avançar para Mykholaiv e para as zonas estratégicas de Zaporizha e Khrivyy Rikh, e eventualmente cortar a autoestrada entre Odessa e Kiev.

À medida que as condições atmosféricas vão melhorando, na zona, prevê-se uma intensificação dos combates uma vez que os tanques poderão ter maior mobilidade.

Outro fator fundamental, nesta guerra, é a utilização por parte dos russos dos mísseis hipersónicos Kinzhal, que só por si, segundo o professor da Universidade de Defesa da Suécia, Niklas Nilsso , não serão um fator de mudança do rumo desta guerra:

"Até agora, houve dois casos de mísseis hipersónicos a serem disparados. Compreendo isso mais como uma forma de testar estas novas armas em combate real, avaliando os efeitos, do que como algo que iria mudar o quadro operacional da guerra".

A Rússia aumentou o número de lançamentos de mísseis de cruzeiro da gama Mediam a partir de fragatas e submarinos estacionados ao largo da costa do Mar Negro. Estes projéteis conseguem atingir qualquer alvo no território da Ucrânia.