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Três explosões em Lviv fazem cinco feridos

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De  Ana Serapicos  & Nara Madeira  com AFP, AP, Lusa
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Três explosões em Lviv fazem cinco feridos
Direitos de autor  AFP

Três explosões causadas por mísseis russos foram ouvidas perto da cidade de Lviv, a maior do oeste da Ucrânia. De acordo com as autoridades locais, há cinco feridos.

O governador da região, Maxym Kozytsky, diz que foram ouvidas "três poderosas explosões perto de Lviv", estrondos acompanhados pelas sirenes de aviso que se ouvem pela cidade, localizada a cerca de 70 quilómetros da fronteira com a Polónia. As pessoas foram aconselhadas a ficar nos abrigos, com risco de poder haver mais ataques aéreos.

Os ataques atingiram um bairro no leste da cidade, Lytchakivsky. Uma torre de comunicações e um depósito de combustível terão sido os alvos das tropas russas.

Recolher obrigatório em Kiev cancelado

Entretanto, na capital da Ucrânia, foi cancelado o "toque de recolher obrigatório" que tinha sido anunciado durante a manhã deste sábado. Vai manter-se, no entanto, o "toque de recolher noturno", como é costume, das 20h00, hora local, às 7h00.

Ao contrário do "toque de recolher obrigatório", as pessoas podem circular livremente por Kiev.

Zelenskyy pede mais produção de energia

Também este sábado, o Presidente ucraniano, discursou no Fórum de Doha, no Qatar, por videoconferência. Volodymyr Zelenskyy comparou a destruição de Mariupol com a infringida à cidade de Aleppo pelas forças sírias e russas, durante a guerra civil.

O chefe de Estado afirmou que o "futuro da Europa depende do esforçode todos" e apelou aos países produtores de energia para que aumentem a sua produção para que a Rússia não possa utilizar a sua riqueza em petróleo e gás para fazer chantagemcom outras nações.

Já o Ministério da Defesa russo dizia que as suas forças assumiram o controlo da cidade de Slavutych onde vivem ex-trabalhadores da antiga central nuclear de Chernobyl.

O ministro da Defesa, Sergyui Shoigu, publicava ainda um vídeo do lançamento de mísseis de um navio e da destruição do sistema antimíssil ucraniano, como forma de dizer que estão apenas a visar instalações militares. Mas a destruição, em larga escala, de cidades ucranianas provam o contrário. Mykolaiv e Mariupol são exemplos de devastação.

Mas o responsável pela pasta da Defesa mantinha o foco e afirmava que "apesar das dificuldades" estão a cumprir o plano. Continuam "a adiantar o fornecimento de armas e equipamento, utilizando fundos de crédito. As prioridades são armas de alta precisão de longo alcance, equipamento de aviação, bem como manter, prontas, as forças estratégicas de combate".

As negociações entre as delegações ucraniana e russa estão previstas para este sábado à noite, de acordo com o chefe da delegação de Moscovo, mas não se espera que elas sejam decisivas já que ambos os lados mantêm posições firmes sobre aquilo que não estão dispostas a perder. Sendo que, para a Ucrânia, isso passaria por permitir que a sua integridade territorial fosse posta em causa.