ONU investiga evacuações e uso de bombas de fragmentação na guerra da Ucrânia

Petros Giannakouris
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Michelle Bachelet critica detenção "generalizada" de civis ucranianos.

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A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou que foi aberta investigação às denúncias relativas à evacuação forçada de residentes da cidade ucraniana de Mariupol para áreas controladas por forças russas ou para a própria Rússia.

Em discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU esta quarta-feira, Michelle Bachelet afirmou que a vida de "puro terror" dos moradores na cidade portuária do sudeste ucraniano desde a invasão da Rússia em 24 de fevereiro, é simplesmente deplorável.

Michelle Bachelet acrescentou que estão também a ser investigadas denúncias de utilização de bombas de fragmentação.

O Alto Comissariado recebeu alegações credíveis de que as forças armadas russas usaram munições de fragmentação em áreas povoadas pelo menos vinte e quatro vezes. Estamos também a investigar alegações de que as forças armadas ucranianas usaram este tipo de armas. Casas e edifícios administrativos, hospitais e escolas, estações de água e sistemas de eletricidade, não foram poupados.
Michelle Bachelet, Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos

Relativamente às evacuações forçadas, a Ucrânia acusa as forças russas de obrigarem os residentes de Mariupol e de outras cidades a ir para a Rússia. Moscovo nega as acusações e afirma que cerca de 500.000 ucranianos partiram para a Rússia voluntariamente.

A alta comissária revelou que recebeu denúncias de que dois civis pro-russos foram mortos e criticou também a detenção "generalizada" de civis que apoiam abertamente a Ucrânia em áreas sob controlo russo.

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